Curso de empreendedorismo para comunidade LGBTQI+ abre cadastro de reserva

Formação é oferecida pela Besouro Agência de Fomento Social, em Porto Alegre

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Devido à alta procura por parte do público, a Besouro Agência de Fomento Social abriu cadastro de reserva para o curso Diversidade Empreendedora, oferecido á comunidade LGBTQI+. As inscrições remanescentes entrarão para espera de abertura de próxima turma, visto que o prazo para se cadastrar terminou nesta terça-feira, 19, e foram preenchidas as 30 vagas ofertadas.

A capacitação visa a promover a inclusão da população LGBTQI+ e garantir renda por meio do empreendedorismo. A iniciativa é oferecida pela Besouro em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Esporte (SMDSE), a Prefeitura de Porto Alegre e a Faculdade Monteiro Lobato. O curso será gratuito e tem como objetivo auxiliar os participantes na abertura do próprio negócio.

O método utilizado na qualificação é o Plano de Negócios By Necessity, cujo objetivo é iniciar ou alavancar negócios nascidos e mantidos em regiões com baixo Índice de Desenvolvimento Social (IDH). Em dois anos, a metodologia foi aplicada em mais de 170 municípios brasileiros, gerando negócios que acumularam cerca de R$ 60.750.000 de renda até janeiro de 2019, de acordo com o presidente da organização, Vinicius Mendes Lima. "Iniciativas como essa representam um passo importante no avanço das políticas públicas em relação à comunidade LGBTQI+", declara.

Para ele, "poder contribuir de forma a mostrar para essas pessoas que o empreendedorismo é para todos, independentemente de gênero e orientação sexual, é muito gratificante". Vinicius explica que, além de um curso com conteúdos técnicos, a empresa trabalha o empoderamento pessoal dos alunos.

O coordenador de Políticas de Diversidade Sexual e de Gênero da SMDSE, Dani Boeira, acredita que promover esse tipo de formação é uma maneira de garantir oportunidades de renda dignas para essa população. "O mercado de trabalho está complicado para pessoas qualificadas, quando se trata de LGBTQI+, é muito mais difícil", firma Boeira.

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