Panorama

Empresários do ramo do entretenimento se reúnem para pensar retomada do setor

Objetivo é levar à Prefeitura de Porto Alegre e ao Governo do RS estudo com possibilidades e sugestões de reabertura gradual

Um grupo de empresários gaúchos do ramo do entretenimento se reuniu para pensar os caminhos que podem ser trilhados para a retomada da área. A iniciativa conta com a participação dos Grupo TE2 (Business For Fun e Provocateur), Grupo Austral, Opinião, Combo Agência; representantes de casas como Coolture, Complex, Club 688, NY72, Bar1Bar2 e URB Stage. 

A ideia é apresentar à Prefeitura de Porto Alegre e ao Governo do Rio Grande do Sul um estudo com possibilidades e sugestões de reabertura gradual dos locais de entretenimento, tanto na Capital, quanto na Serra e no Litoral Norte. Tiago Escher, um dos nomes à frente do Grupo TE2, destaca que a importância da área para a economia gaúcha é um dos pilares dessa movimentação. “Geramos mais de 50 mil empregos diretos e indiretos anualmente e o faturamento do setor no Estado chega à casa dos R$ 20 bilhões, cerca de 5% do PIB do Rio Grande do Sul. Compreendemos o cenário, mas ressaltamos que precisamos caminhar para uma volta ao normal”, defende.

Responsável pelo Grupo Austral, Eduardo Corte acredita na necessidade de protocolos e em um honesto diálogo com o setor. “No feriado de 7 de setembro observamos o alto número de eventos clandestinos aqui no Sul. Estimamos que mais de 35 mil pessoas foram às ruas nestes ambientes de lazer noturno e as forças de segurança não conseguiram impedir as aglomerações. Por que, então, não iniciar a retomada gradual do setor? Num ambiente controlado, com credibilidade e responsabilidade, seria muito mais fácil adotar medidas de segurança”, analisa.

O grupo de empresários conta com a parceria de médicos infectologistas que têm atuado diretamente no contexto de crise vivido neste período. Eles entendem que é possível uma reabertura gradual, desde as medidas de segurança previamente apontadas por um corpo técnico do poder público sejam respeitadas. Tendo isso em vista, é importante indicar um modelo de reabertura gradual e saber quais medidas as casas precisam estar atentas para isso.

Roberto Huwwari, do Club 688, ressalta a relevância do envolvimento e engajamento da iniciativa privada para encontrar soluções que atendam às necessidades. “No último final de semana, presenciamos novamente cenas de aglomeração na Rua Padre Chagas. Estamos no limite quanto sociedade. É inegável a atmosfera de transgressão civil que parece ganhar força entre parte significativa da população. Por isso, temos que abraçar esse compromisso e encontrar soluções”, acrescenta.

 

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