Panorama

Estudo do Lepes/USP revela impacto do Projeto Pescar na vida dos jovens que participaram das iniciativas

Resultados apontam que nove de cada dez egressos conseguiram seus empregos após a conclusão dos cursos do Projeto Pescar

O material foi apresentado pelo diretor-executivo do Lepes/USP, Fernando de Bezerra Lollo. Crédito: Divulgação.

A intitulada ‘Pesquisa de Monitoramento de Egressos do Projeto Pescar – As histórias e trajetórias de uma amostra de egressos’, conduzida pelo Laboratório de Estudos e Pesquisas em Educação e Economia Social (Lepes) da Universidade de São Paulo (USP) traz evidências sobre o poder transformador dos cursos sócio profissionalizantes oferecidos pela Fundação Projeto Pescar em todo o Brasil. O estudo lançado na terça-feira, 7 abril, aponta que nove de cada dez egressos conseguiram seus empregos após a conclusão dos cursos. 

O material, divulgado no Hub Pescar de Execução e Inovação, dentro do Shopping Total, em Porto Alegre, pelo diretor-executivo Fernando de Bezerra Lollo e pelo coordenador do Lepes/USP, Luiz Guilherme Scorzafave. O levantamento contatou 3.369 jovens e acompanhou 594 deles, prioritariamente oriundos de turmas de 2018 a 2024, que passaram pelas formações gratuitas. Os participantes têm origem em domicílios economicamente frágeis, a mobilidade econômica e social foi comprovada. 

Os números revelam que mais de 90% estão no mercado formal, e, sete de cada dez entrevistados continuam seus estudos pós-Pescar. E, para cada R$100,00 que um jovem brasileiro ganha trabalhando, um egresso do Pescar recebe R$133,00. Além disso, depois de sete anos de conclusão do Pescar, um egresso ganha 42% a mais que um indivíduo da mesma idade que não teve a chance de passar pelo Projeto 

Para a presidente da diretoria voluntária da Fundação Projeto Pescar, Adriana Loiferman, no contexto brasileiro, marcado por desigualdades sociais e desemprego juvenil, ações como essa ganham importância estratégica. “O estudo da USP reforça que os cursos do Projeto Pescar vão além da qualificação profissional: eles mudam vidas ao promover autonomia, cidadania e resiliência”, destaca.

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