Panorama

Estudo indica opções para implantação de bonde histórico

Levantamento foi apresentado nesta sexta-feira, em audiência pública

Durante audiência pública na Câmara de Porto Alegre, foi apresentado nesta sexta-feira, 14, o estudo de viabilidade para implantação do bonde histórico na Capital. Entre as opções avaliadas, o levantamento indicou um percurso de 3,8 quilômetros para a linha turística, com paradas ao longo do percurso e seis viagens diárias por veículo, de terças a domingos. O trajeto tem saída do antigo Abrigo de Bondes, ao lado do Largo Glênio Peres, e segue pela Rua Sete de Setembro, com retorno ao ponto de partida pela Avenida Duque de Caxias e Rua Vigário José Inácio.

Entre as três alternativas de veículos avaliadas, a escolha foi pela restauração de dois bondes originais, de propriedade da prefeitura, com modernização do sistema de alimentação dos veículos. A ideia é utilizar motores a bateria, de baixo consumo de energia e menor custo que o sistema tradicional, que utiliza cabo aéreo. Os dois bondes para a operação do roteiro são o 123, que está na Carris, e o 113, abrigado no Museu João José Felizardo. O trajeto será realizado pelo consórcio formado pelas empresas Quanta Consultoria Ltda. e a Água & Solo Estudos e Projetos, vencedor da licitação feita pela Secretaria Municipal de Turismo.

O trajeto apontado pelo estudo foi indicado como preferido por turistas e moradores da Capital, em pesquisa realizada para o levantamento. A população foi ouvida em entrevistas realizada entre 28 de outubro e 2 de dezembro, nos seguintes locais: Centro Histórico, Brique da Redenção, Parcão, passageiros do Linha Turismo e Feira do Livro. O trajeto que inclui a Rua Duque de Caxias – com seus atrativos culturais, históricos, arquitetônicos e turísticos – foi o preferido por 73% dos entrevistados. A opção pelos bondes originais modernizados teve aprovação de mais de 96% das pessoas ouvidas na pesquisa. O roteiro e a escolha dos veículos foram também o aprovado por todas as áreas técnicas da Prefeitura, que acompanham o projeto.

A tarifa sugerida para os passeios é de R$ 20 para uma ocupação de 33% dos 32 assentos, mais os espaços reservados para cadeirantes e pessoas obesas. O estudo ainda avaliou o impacto ambiental, as possíveis alterações de trânsito, bem como a integração da linha com as demais iniciativas de revitalização do Centro Histórico e com os outros modais turísticos existentes. A pesquisa buscou referências em cidades como Santos (SP), Belém (PA), Rio de Janeiro (RJ) e Lisboa (Portugal), que contam com linhas de bonde de uso exclusivamente turístico ou combinado como transporte urbano. 

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