Panorama

Exportações industriais gaúchas sobem 35,1% em 2021

Parte deste resultado se deve a dezembro, período em que as vendas somaram US$ 1,4 bilhão, com uma elevação de 29,3%

A indústria gaúcha terminou 2021 com um total de US$ 14,1 bilhões exportados no acumulado do ano, uma taxa de crescimento de 35,1% (aumento de mais de US$ 3,6 bilhões) na comparação com 2020, conforme a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Parte deste resultado se deve a dezembro, período em que as vendas somaram US$ 1,4 bilhão, com uma elevação de 29,3%, antes do mesmo período do ano anterior.  

Consideradas as médias dos cinco últimos anos antes da pandemia, de 2015 a 2019, o crescimento foi em ritmo menor, de 14,9%, mas ainda muito acima das taxas usuais. “Nossos principais parceiros comerciais aumentaram em mais de 50% as compras em 2021, especialmente os Estados Unidos”, destaca o presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry. 

As exceções ficaram com Tabaco (-8,7%) e Veículos automotores (-0,6%). Alimentos foi o setor que mais cresceu em termos de valor, com aumento de US$ 1,1 bilhões sobre 2020, ou 32,5%, resultando em novo recorde das exportações acumuladas do segmento (US$ 4,5 bilhões). Contribuíram para esse resultado, principalmente os incrementos nas vendas do setor para a China, Coreia do Sul, Índia e Emirados Árabes. 

Entre os principais produtos embarcados pelo setor no ano se destacaram os avanços nas vendas externas de carne de boi, com mais US$ 22,7 milhões; carne de frango, mais US$ 193,1 milhões; e carne de suíno, mais US$ 83,7 milhões. Químicos ocuparam a segunda colocação, subindo 65,8% no ano, US$ 697,3 milhões a mais do que em 2020, puxado especialmente pelas altas nas demandas para a Argentina e os Estados Unidos. 

Os setores de Produtos de metal, Máquinas e equipamentos e Couro e calçados vêm sendo impulsionados pelo movimento cíclico da economia mundial desde 2020, e tiveram elevação novamente em 2021. Os produtos de metal atingiram recorde da série ao subir 64,4% no ano (aumento de US$ 331,3 milhões). 

Já Máquinas e equipamentos aumentou 56,3%, influenciado principalmente pelas compras dos Estados Unidos, Paraguai, Argentina e México. Por fim, couro e calçados tiveram elevação de 45,2% no ano, em decorrência dos maiores embarques para os Estados Unidos e China, principalmente.

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