A Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) garantiu a retomada dos atendimentos em saúde prestados pelo Instituto de Previdência do Estado (IPE) e a prorrogação por 60 dias dos convênios do Instituto com as prefeituras. Desde a última quinta-feira, 1º, beneficiários conveniados tiveram restrição a consultas, exames e outros serviços do Instituto. Segundo o superintendente da Famurs, Edivilson Brum, vários pacientes, inclusive com tratamentos de doenças graves, não estão conseguindo atendimento. Em reunião com o chefe da Casa Civil do governo estadual, Márcio Biolchi, na segunda-feira, 5, Brum afirmou que “o governo aceitou o novo prazo de 60 dias para discutir o reajuste das alíquotas e o atendimento aos pacientes será liberado nos próximos dias”.
O problema ocorre devido a um bloqueio no sistema do IPE para beneficiários de municípios que não assinaram reajuste nas mensalidades dos planos de saúde. Desde março de 2013, a Famurs negocia a alteração das alíquotas impostas pelo Instituto. Conforme o presidente da comissão de prefeitos da federação que trata com o Instituto e prefeito de Herval, Ildo Sallaberry, as prefeituras necessitam de mais prazo para se adequar ao reajuste. “Se houver um aumento imediato, as prefeituras irão quebrar. Estamos com nossos orçamentos esgoelados. Queremos debater uma solução de longo prazo”, explica.
Em dezembro, o IPE encaminhou ofício a quatro municípios para notificar reajuste nos planos de saúde a partir de 1º de janeiro. Com isso, os servidores das prefeituras que não aderirem ao novo convênio imposto pelo Instituto poderiam ficar sem plano de saúde já no início de 2015. Mais de 40 prefeituras aguardam a divulgação de documentos que poderiam justificar os reajustes nas mensalidades do IPE. Entre os documentos está a relação detalhada de exames e consultas prestados em cada município. “Queremos maior transparência para assinar o novo acordo”, esclarece o presidente da Famurs, Seger Menegaz.
