Panorama

Governador de SC defende medidas corajosas para alavancar economia

Raimundo Colombo participou da edição do “Tá na Mesa”, nesta quarta-feira, na sede a Federasul

O convidado da edição do “Tá na Mesa” desta quarta-feira, 1º, foi o governador de Santa catarina, Raimundo Colombo. No evento promovido pela Federasul, o político defendeu medidas corajosas ao invés de aumentar impostos para alavancar a economia. O encontro foi realizado na sede da entidade.

De acordo com Colombo, existe uma fórmula para superar as dificuldades econômicas e promover investimentos. O governador falou de sua preocupação com 2017 e afirmou que, para manter o ritmo de crescimento no seu estado, o governo federal deve sinalizar, de forma positiva, para a renegociação da dívida dos Estados com a União. Ele defende que carência de até dois anos e o desconto de 60% nas parcelas permitirá um trabalho que impulsione o desenvolvimento.

“Nem mesmo um agiota cobra valores tão altos em uma dívida”, exemplificou Colombo ao lembrar que o empréstimo de Santa Catarina com a União foi de R$ 4 bilhões e que já foram pagos R$ 13 bilhões e ainda o estado ainda deve R$ 9 bilhões. Ele disse que, sem a renegociação, a opção para dar continuidade aos investimentos é aumentar impostos e diminuir serviços, “mas prejudicar a sociedade não está no nosso horizonte”. Conforme explicou, o caminho escolhido foi o da adoção de medidas difíceis e impopulares para manter as contas no azul.

A medida de austeridade promovida pela gestão de Colombo passa pelo controle de gastos, redução de custos com pessoal e planejamento de investimentos, além da reforma da previdência estadual. Ele avalia que existe um risco de colapso dos serviços públicos, “pois o estado se tornou ineficiente e perdeu a capacidade de dar respostas à sociedade”.

Em seu pronunciamento, o governador pontuou que o mesmo cenário se multiplica no governo federal, lembrando que a União enfrenta sérias dificuldades de gestão em devido à crise de representatividade e liderança. “O atual modelo político brasileiro está apodrecido”, alertou, defendendo a reforma política.

Ele enfatizou, ainda, que são necessárias correções profundas e corajosas para fazer uma transformação. “Não basta só mudar pessoas porque não sairemos da mesma situação”, sugeriu ao afirmar que o atual modelo “morreu” e o novo ainda não “nasceu”. Para o governador, a questão principal é “qual o perfil que queremos?”. Definido o modelo, é fazer as mudanças combinando mobilização, organização e conscientização. “Estamos tendo uma janela de oportunidade para corrigir nosso País”, finalizou.

Compartilhar:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Relacionados

CADASTRE-SE
Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

Aviso: se você optou por parar de receber nossos e-mails e deseja voltar à nossa lista, ou está com dificuldades para se cadastrar, entre em contato com a Redação pelo formulário Fale Conosco e informe seu nome e o e-mail que deseja incluir.