Panorama

Na Federasul, Priscila Cruz diz que educação precisa de coragem

Diretora-executiva do Movimento Todos pela Educação acredita que apenas assim ensino brasileiro terá mudanças

Promover mudanças requer coragem. Essa foi a defesa da diretora-executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, ao falar no Tá na Mesa, da Federasul, nesta quarta-feira, 17. Em palestra sobre ‘O desafio da educação de qualidade’, ela afirmou que a educação brasileira precisa ser tratada como a principal política pública. Conforme Priscila, o movimento trabalha as demanda para uma educação de qualidade, buscando soluções para os problemas, desde a aprendizagem dos alunos até a formação dos professores. Ela ainda revelou dados do setor e explicou questões polêmicas como, por exemplo, a defasagem idade-série, a evasão escolar, o alto índice de analfabetismo e a progressão continuada das séries iniciais. 

Priscila enfatizou que “não existe solução na educação que não passe pela pedagogia”. Para ela, é necessário que o professor tenha uma boa formação para que possa atender aos estudantes de forma adequada e eficiente. Lembrou que o Movimento Todos pela Educação defende cinco pontos essenciais para que o ensino nas escolas públicas do País melhore. Em primeiro lugar, de acordo com Priscila, é necessário ter “toda criança e jovem de quatro a 17 anos na escola”. O segundo ponto defendido é: “toda criança deve estar plenamente alfabetizada até os oito anos de idade”.

Como terceira meta da entidade é ter “todo aluno com aprendizado adequado ao seu ano”, o que reforça a necessidade de se olhar para o problema da defasagem idade-série. Em quarto está a proposta de que “todo aluno deve concluir o ensino médio até os 19 anos”. O último ponto está no “investimento em Educação ampliado e bem gerido”. “Precisamos ter um currículo nacional; uso pedagógico das avaliações; ampliar a exposição ao ensino; ter melhor formação e carreira para os professores e, gestão e governança da educação”.

Para encerrar, com o objetivo de provocar a reflexão dos participantes, a diretora-executiva deixou a seguinte informação: em cada 20 crianças que ingressam nas escolas, apenas três conseguem concluir o ensino fundamental.

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