A última edição de 2016 do Tá na Mesa, na Federasul, foi pautada pela discussão de votos do pacote de medidas do governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori. O encontro contou com a presença de líderes e vice-líderes do PMDB, PDT, PT, PSDB, PP e PTB, que debateram sobre seus posicionamentos e anteciparam suas perspectivas para votação, que deve acontecer na próxima semana.
Na ocasião, a presidente da Federasul, Simone Leite, ressaltou a posição da entidade, em relação ao futuro do Estado. “É o desejo da sociedade gaúcha que não está pensando ideologicamente e sim nas necessidades mais urgentes do Rio Grande do Sul”, afirmou.
A representante do PSDB, a deputada Zilá Breitenbach, disse que a bancada do partido está estudando as propostas e aprofundando as medidas. Ela informou que devem aprovar a maioria dos projetos. Na mesma linha, o líder do PMDB, Gilberto Capoani, afirmou que é preciso respeitar o desejo dos eleitores que querem um Estado prestador de serviços. Em contrapartida, a liderança do PT, Tarcísio Zimmermann, comparou o Estado em 2006 com 2016, e mostrou-se contrário às propostas que, segundo ele, podem destruir iniciativas que levaram anos para serem construídas.
Frederico Antunes, do PP, definiu pacote como um ajuste, que ainda será insuficiente para transformá-lo em algo mais moderno; enquanto Eduardo Loureiro, do PDT, disse que o momento é de mudança, mas que devem ser avaliadas com cautela. O encerramento das discussões ficou a cargo do deputado Ronaldo Santini, do PTB, que criticou o tempo de análise de medidas.
