A partir de hoje, 19, o Rio Grande do Sul, pela primeira vez na história, encontra-se em estado de calamidade pública. A medida foi assinada pelo governador Eduardo Leite com o objetivo de frear o alastre do coronavírus no Estado. O anúncio foi feito em uma transmissão ao vivo, onde o chefe do Executivo fez referência aos 28 casos confirmados pela Secretaria de Saúde do RS. “É séria a situação, é grave. É hora de atuarmos. Não há espaço para valentões acharem que são imunes. Isso é irresponsabilidade”, frisou Leite.
Durante o pronunciamento, o governador anunciou que o transporte em ônibus interestadual está proibido, enquanto o intermunicipal deve circular com, no máximo, 50% da capacidade. Já os coletivos municipais devem respeitar o limite de passageiros sentados. Eduardo Leite também afirmou que os aeroportos seguem funcionando, mas que pensa em fechar as operações em terminais aéreos do interior. Além disso, ele destacou que busca apoio do governo federal para o fechamento das fronteiras com o Uruguai e a Argentina.
No texto do decreto, transformado em projeto, aprovado unanimemente pela Assembleia Legislativa (ALRS), o chefe do executivo listou regras também para comércio e escalas de trabalho do setor privado. Leite, no decorrer da explanação em video, ressaltou a importância de que as medidas sejam cumpridas pelos 497 municípios do Rio Grande do Sul e não apenas por Porto Alegre e Região Metropolitana.

