Desde a última terça-feira, 13, uma instabilidade nos sistemas de gerenciamento de processos do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) mobiliza a direção de Tecnologia da Informação e Comunicação (Ditic) do órgão. Segundo o setor, foi descartada a possibilidade de outro ataque hacker, como o ocorrido no final de abril. A expectativa é de que as falhas sejam corrigidas ainda hoje, 14, porém, até o fechamento desta matéria ainda não retornou a normalidade.
O problema estaria na estrutura de banco de dados, aponta avaliação da Ditic. O diagnóstico registra que a impossibilidade de comunicação provoca a indisponibilidade temporária de diversos sistemas que gerenciam processos. As empresas fornecedoras do serviço, tanto de software quanto de hardware, foram acionadas para buscar a solução do defeito com urgência, e uma resposta é esperada para esta quarta-feira.
Testes indicaram não haver falha diretamente na plataforma PexIp, utilizada para videoconferências. O entrave durante o uso foi detectado na gravação de audiências, mas está relacionado ao banco de dados. A Ditic indica como alternativa que a gravação seja feita pelo sistema DRS, nas salas multiuso dos Foros, cadastrando-se os processos de forma manual enquanto durar a instabilidade.
Segundo Alberto Delgado Neto, presidente do Conselho de Informática do Tribunal, a preocupação maior era saber se a instabilidade era ainda decorrente daquele ataque, que causou danos em diferentes setores. “Isso também foi descartado porque o banco de dados que está apresentando problemas agora foi, justamente, o único que ficou intacto naquela oportunidade”, explica o desembargador.

