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Documentário sobre navio de Giuseppe Garibaldi tem a primeira exibição na UCS

Obra é dirigida e produzida pelo cineasta e jornalista caxiense Lissandro Stallivieri, professor da Universidade de Caxias do Sul

A produção foi acompanhada pelos alunos de Produção Audiovisual da UCS. - Crédito: Divulgação

A primeira exibição brasileira do documentário ‘Seival’ acontece na próxima segunda-feira, 17, apresentado pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), na programação da 4ª International Week da universidade. A obra é dirigida e produzida pelo cineasta e jornalista caxiense, professor do curso de Tecnologia em Produção Audiovisual e egresso da Pós-Graduação em Artes Visuais da UCS, Lissandro Stallivieri. O evento que realizará a exibição de Seival começa às 19h15, no UCS Teatro, localizado no Bloco M do Campus-Sede. Após o filme, será realizada uma ação de reflexão sobre Educação, História e Psicologia. A entrada é gratuita.

O roteiro conta a história do professor de Educação Física Antônio Carlos Rodrigues, que construiu, artesanalmente, uma réplica do navio Seival, embarcação que fez parte da frota naval de Giuseppe Garibaldi durante a Revolução Farroupilha. Entre os fatos que destacam o feito está a falta de conhecimento do construtor da réplica sobre navegação ou carpintaria naval. 

O documentário, que entrelaça as histórias de Garibaldi e Rodrigues, mostra que o professor recorreu à coragem, persistência e capacidade de aprender do revolucionário italiano no período em que passou pelo Brasil. O diretor comenta sobre a decisão de ir até a Itália filmar parte da obra. “Fiz questão de filmar na Itália e visitar a ilha de Caprera, ao norte da Sardenha. Garibaldi adquiriu parte da ilha e viveu ali durante os últimos anos de sua vida, com a família, dedicando-se também à agricultura e mantendo uma relação muito próxima com a natureza e o mar”, explica. 

A produção foi acompanhada pelos alunos de Produção Audiovisual da UCS. O professor compartilhava novidades e detalhes sobre o trabalho, além de apresentar problemas e mudanças de percurso, como instrumento didático. Segundo Lissandro, essa é uma forma concreta de aproximar os alunos do mercado e mostrar que um filme é o resultado de escolhas criativas, técnicas, financeiras e éticas. 

Durante o processo de montagem do filme, o Rio Grande do Sul passou pelo período de enchentes em 2024. Com os personagens afetados pela catástrofe climática, o roteiro foi adaptado, e foram abordados aspectos relacionados à reflexão sobre as transformações ambientais e a responsabilidade com o cuidado com o meio ambiente.

A programação da International Week segue até 21 de agosto, com diversas atividades abertas à comunidade em geral. Entre os destaques estão exposições, o Science Talks e oficinas de idiomas e gastronomia de diversos países.

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