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Fabiano Pereira: a melhor jogada não aconteceu na quadra

Indicado a Profissional de Atendimento ou Representante de Veículo no Salão ARP 2025, gestor celebra 30 anos de uma carreira bem construída e consolidada

Parem as máquinas! Diferentemente do que apresenta ou aparenta diante das três décadas na área da Comunicação e da gestão de negócios, Fabiano Pereira não estava planejado para ingressar no ramo que o acolheu e em que firmou conexões. Em verdade, as quadras de vôlei seriam o destino para o jogador que sempre sonhou em se profissionalizar no esporte. Atuando nas posições de líbero e meio, ele chegou a participar de torneios em Caxias do Sul, Santa Catarina e Paraná.

O esporte é um componente que se confunde com sua trajetória, assim como os princípios desportivos de cooperação, espírito de equipe e liderança para o coletivo. O gosto pelas quadras vem desde a infância, e esse histórico fez com que a opção acadêmica escolhida, mais tarde, fosse a Educação Física.

O sonho do vôlei permitiu com que o jovem atleta objetivasse viver do esporte. E o que chama atenção é que o anseio por essa vida balizada pelas vitórias e vivências em quadra ainda compõem um traço evidente desse gestor. O sonho da bola foi passado para a próxima geração e, agora, habita em seu primogênito Lucas, de 16 anos, que advoga por outra modalidade: o futebol.

Nascido em 19 de julho de 1974, o porto-alegrense Fabiano cresceu no circuito entre os bairros Cidade Baixa, Centro Histórico, Santana e Santo Antônio, desenvolvendo os estudos no emblemático Colégio Estadual Júlio de Castilhos, o Julinho. O jovem já se movia na possibilidade de transformar os desportos na principal alçada profissional até então, sem imaginar que seriam as quadras que lhe renderiam o plot twist da história.

Do jogo de bola às oportunidades de gestão

Os anos escolares proporcionaram as primeiras experiências profissionais, somando carreira desde os 15 anos de idade. Dois estágios compuseram esse período: um no Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), no cargo de digitador de multas rodoviárias, em que permaneceu por dois anos. O outro, realizado pelo mesmo período, aconteceu na Secretaria de Transportes da Prefeitura de Porto Alegre. Uma terceira experiência somou-se ao currículo, com um trabalho temporário no Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs).

Mas foi por meio das conexões estabelecidas nas equipes de vôlei que surgiu uma oportunidade para uma entrevista na empresa de mídia exterior, onde iniciou atuando como office boy. Da dualidade entre o que almejava enquanto jogador profissional e o que começou a viver na empresa, levou a capacidade de resiliência e de se reinventar. Mesmo sem ter a formação específica para uma casa publicitária, colocou para jogo o que acreditava ser as melhores condutas profissionais.

Ainda assim, o esporte estava em seu coração e tinha o objetivo de obter a subsistência. Foi aí que o encontro entre a carreira que desenvolvia e o sonho de juventude se encontraram: com o desejo de ainda realizar a faculdade de Educação Física, a empresa subsidiou o curso. “A Ativa sempre tenta formar o profissional, isso está no DNA dela”, comenta.

Depois de formado, com o curso concluído em 2001, realizou uma maratona que preenchia três turnos do dia dividindo-se entre as áreas. De dia, funcionário da Ativa, e à noite, instrutor de academia de ginástica. Por dois anos, exerceu sem descanso as funções, mas a vida encarregou-se de cobrar o preço do cansaço e da desilusão com o sonho que tinha de se sustentar com os esportes. Abandonando a carreira na academia e na Educação Física, concentrou-se em reforçar a alçada que vinha tendo na Ativa, indo para os lançamentos de vendas e, um tempo depois, ao cargo de diretor operacional.

Sempre apostando na confiança em seus liderados e em acreditar que mudanças são possíveis a partir do cultivo de boas relações, Fabiano desenvolveu os trabalhos com base nesse sustento de parcerias e em senso administrativo para os processos. Assim, reorganizou despesas e rotinas da empresa com a parceria das equipes e, sobretudo, acreditando que é possível agregar pessoas. Continuou crescendo, e há 15 anos, atua como diretor comercial da empresa, somando mais de 30 anos de experiência na Ativa. 

O atendimento aos setores de mídia out of home (OOH), ou seja, “fora de casa”, e digital out of home (DOOH), que corresponde à publicidade digital exibida em espaços urbanos por meio de letreiros e dispositivos eletrônicos, tem concentrado os principais enfoques de atuação. Essa estratégia é combinada à busca por fortalecer relacionamentos e consolidar parcerias de trabalho.

Das quadras à família, dos negócios à autorrealização

Um dos maiores momentos profissionais que experimentou foi a indicação a Profissional de Atendimento ou Representante de Veículo no Salão ARP 2025. Ele mesmo considera que foi um reflexo de anos de construção de um trabalho voltado aos resultados e boas parcerias, com o mercado reconhecendo-o como um profissional capacitado a receber a honraria. “Foi o momento mais marcante dos últimos tempos e da minha realização profissional na trajetória que eu tenho com a Ativa”, afirma.

Percebe-se que tal indicação não é gratuita, uma vez que resulta do que o gestor considera como pilares: disponibilidade, assertividade e confiabilidade. Disponibilidade para entender as partes e compreender quais são os sentimentos envolvidos. Assertividade para propor ideias sem medo e com o propósito de querer fazer dar certo. 

Confiabilidade para que não haja dúvidas ou falta de transparência e sinceridade ao oferecer ideias e soluções para problemas que devem ser dignamente tratados. “Eu não consigo me imaginar hoje sem relações interpessoais, sem pessoas ao meu lado”, diz. 

Paralelamente à rotina de trabalho, faz parte do dia a dia de Fabiano acompanhar Lucas nos jogos de futebol na categoria de base do time do São José, assim como na rotina escolar de Mariana, filha de 11 anos. Casado com Daniela, ele vive com a família na Zona Sul de Porto Alegre, no bairro Teresópolis, e tem no convívio com a família o “combustível diário”, em suas próprias palavras, para uma vida cheia de desafios e necessidade de constantes reinvenções. 

Para além disso, cultiva com os amigos forte relação de companheirismo que perdura por décadas. Prestes a completar 52 anos, o gestor publicitário que quase foi atleta profissional almeja continuar o aperfeiçoamento no campo que desempenha e estabelecer, cada vez mais, parcerias duradouras.

Ao olhar para trás, Fabiano agradece a si por ter permanecido com seus princípios e por ter acreditado em si e nos processos, ao mesmo tempo em que reconhece que muitos dos caminhos que hoje traça não foram os que imaginou, mas cujos frutos são irremediavelmente singulares. E percebe que, no fim das contas, o maior prêmio que pôde obter não foi o que idealizava, mas o que a vida reservou para si. O jovem que sonhava em viver do esporte descobriu que algumas das melhores jogadas acontecem fora das quadras.

Autor

Eduardo Rius

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