A inteligência artificial e seus impactos sobre a identidade, a arte e os direitos individuais foram tema do painel ‘Quem é o dono do meu rosto’, uma das primeiras atrações promovidas pela Globo no Web Summit Rio 2026. Gravada ao vivo para uma edição especial do podcast ‘O Assunto’, do G1, a conversa reuniu a jornalista Natuza Nery e o ator, diretor e ativista Lázaro Ramos. Realizada no Riocentro, na zona oeste do Rio de Janeiro, a conferência promove quatro dias de debates sobre tecnologia, inovação, comunicação e negócios, e segue até a quinta-feira, 11.
O debate abordou os avanços de ferramentas capazes de replicar rostos, vozes e até discursos inteiros de uma pessoa. Em meio às discussões sobre tecnologia e direitos de imagem, Lázaro destacou a necessidade de que o desenvolvimento da inteligência artificial esteja acompanhado de responsabilidade e ética.
Reprodução de preconceitos
Durante a conversa, o artista manifestou preocupação com a possibilidade de sistemas de IA reproduzirem preconceitos já existentes na sociedade. Para ele, inovação tecnológica e responsabilidade social não são objetivos incompatíveis. “Eu acho que é totalmente possível a gente avançar tecnologicamente, a gente produzir dinheiro, produzir renda e, ainda assim, sermos éticos e humanos”, frisou.
O painel integrou a programação especial da Globo no Web Summit Rio e foi gravado para uma edição extra do podcast ‘O Assunto’, apresentado pela jornalista. Além dos impactos da IA, a discussão abordou os desafios para profissionais da arte diante da crescente influência da tecnologia na produção de conteúdo e na construção da identidade digital.

