WhatsApp e Facebook Messenger passarão por integração

Usuário, no entanto, ainda poderá manter as duas contas separadas

O presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou na última semana a integração do Messenger e do WhatsApp como uma única plataforma para conversas. De acordo com o dono das redes sociais, a novidade terá "foco em privacidade".

"Planejamos começar a permitir que você envie mensagens para seus contatos usando qualquer um dos nossos serviços e, em seguida, estenda essa interoperalidade ao SMS também", destacou Zuckerberg. O executivo também afirmou que, no futuro da internet, uma plataforma de comunicações com foco em privacidade se tornará mais importante do que as plataformas abertas de hoje.

Em um grande texto com foco em privacidade, Zuckerberg disse que o Facebook não tem uma "reputação forte" em construir serviços baseados em privacidade e que historicamente focou em "ferramentas mais abertas". Assim, segundo o executivo, a troca de mensagens deverá ser a mais segura, com foco em interações privadas, criptografia, segurança, interoperabilidade e armazenamento seguro.

A mudança leva o Facebook a um acesso cada vez maior às pessoas e surge um ano depois de seu maior escândalo de violação à privacidade e uso irregular de dados. Em março de 2018, denúncias mostraram que a consultoria política Cambridge Analytica, contratada pela campanha de Donald Trump, conseguiu direcionar propaganda a pessoas que não haviam autorizado o uso de suas informações para um aplicativo na plataforma.

Desde então, a empresa passou por uma série de casos relativos à segurança de dados pessoais e encara pressão de autoridades e da opinião pública. Apesar de quedas nas ações em 2018, a saúde financeira da companhia é estável e a plataforma atingiu novo recorde no número de usuários em seu último balanço, que chegou a R$ 2,53 bilhões por mês.

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