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Jornalismo na era digital: reinventar-se é preciso

Por Andressa Griffante, para Coletiva.net
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Talvez o termo “reinventar-se” nunca tenha estado tão presente no Jornalismo como nestes últimos anos. As mudanças que vieram com o mercado digital fizeram com que diversos profissionais adaptassem seus modelos de negócio, especialmente na área de comunicação. O impacto de grandes players como Facebook e Google em nossas vidas alteraram visivelmente o consumo de notícias e o acesso à informação. Como consequência, assessorias de imprensa passam a trabalhar mais com mídias sociais, seus mailings incorporam novos youtubers e blogueiros – os influenciadores digitais – enquanto as redações ampliam sua atuação mobile, investem em novas plataformas e eventos.

Percebo uma mobilização cada vez maior em personificar o meio de comunicação. Sintoma de uma sociedade que não quer mais organizações contando histórias, mas sim, pessoas, que vivenciam e estão perto do que é notícia. Com isso, jornalistas que estão dentro das redações passam a ser vistos também como influenciadores. Muitos, inclusive, já estão lançando sua marca como tal. Suas redes sociais, fora do ambiente corporativo, se tornam nova fonte de informação de credibilidade, e os grupos de comunicação prestam cada vez mais atenção a este movimento.

É nesta personificação e identificação com o público que os creators, ou influenciadores digitais, têm ganhado os holofotes e se transformado em poderosos veículos de mídia. Apesar de serem muito mais do que isso. Estes criadores de conteúdo, especialistas em determinados nichos, criam laços fortes com sua audiência, conversam com seguidores todos os dias e alimentam assim uma comunidade que leva em consideração suas escolhas e indicações. Eles não são donos de um espaço de mídia. Eles são a mídia. E influenciam on e offline. Eles são o canal e também os garotos propaganda. Verdadeiros embaixadores das marcas com as quais possuem afinidade. E, por isso, tantas marcas têm se voltado para estes novos profissionais.

Permanece a necessidade da informação qualificada, sua credibilidade e relevância. O grande desafio, porém, é fazer o bom jornalismo com a saúde financeira que ele requer. E para isso, é preciso se reinventar, estar aberto para entender como as novas gerações estão consumindo notícia e como as marcas estão participando deste processo. É fazer com que o conteúdo chegue a este público cada vez mais conectado. Mas não basta chegar até ele, é preciso ainda captar sua atenção e confiança.

Neste momento de transição único, não podemos mais ter o passado como modelo, ao mesmo tempo em que ainda não conseguimos projetar com segurança o futuro. É tempo de criar, questionar e validar novas formas de se comunicar e de participar da vida das pessoas. Utilizar os meios digitais para fortalecer e disseminar conteúdo de qualidade, sem se tornar um mero instrumento de “caça-cliques”.