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O assunto segue sendo político

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Tudo tem o lado bom e aquele não tão bom assim. Quando presto atenção no marketing criado para política, fica complicado. Gera uma imensa sensação que é (quase) tudo pura propaganda enganosa. Triste constatação de uma eleitora que ainda votará durante muitos anos. Não consigo acreditar em muita coisa, é fato. E não tenho ligação ou preferência por nenhum candidato. Sonhos e projetos todos temos, ainda bem. Mas não dá pra forçar tanto a barra.

Ir à vila? Em 15 anos como eleitora, duvido que algum candidato, depois de eleito, tenha voltado lá pra abraçar e conversar com todos aqueles que deram seus depoimentos para a propaganda política. Tomara que eu esteja enganada e exagerada nas minhas opiniões, mas a sensação é essa. O esperado, pelo menos, é que depois de eleitos, eles cumpram – nem que seja à distância – todas aquelas promessas que fizeram às pessoas de lá.

E os que prometem acabar com os CC’s? A troco? A velha política criou este estigma de que cargo de confiança é sinônimo de regalias e de um bando de desocupados. Baita lenda. Basta conhecer um pouco mais sobre esta realidade e ver que não é bem assim. Tem é que acabar com pessoas que ficam encostadas no serviço público, independente do tipo de vínculo ou contratação.

Nas conversas entre amigos, no churrasco do findi e até mesmo em ocasiões informais com conhecidos, grande parte está desacreditada. E o pior: não enxergamos uma solução. Os mais experientes acreditam que num futuro próximo as coisas devem melhorar e que a juventude que virá, fará uma nova política que atenda, de fato, as necessidades da região que estarão governando. Tomara que estejam certos. E que o novo seja idealizado sem esse negócio de ter que optar por um lado – esquerda ou direita – e que a política da teoria se aproxime mais da prática. Menos troca de favores com diferentes siglas para se manter no sistema e mais interesse pelo que realmente contribuirá para melhorar. Até hoje as coisas não mudaram porque a maioria se rende, entra no jogo e quando vê, não há mais alternativa para voltar atrás. Acredito que um bom novo começo se dará sem ataques, sem fanatismo, sem bandeira fixa e sem malandragem. A luta e a busca devem ser para o bem comum e para um futuro melhor para os nossos.

A memória da maioria ainda é curta. As promessas ditas nos meios de comunicação, seja nos debates, entrevistas ou nas propagandas eleitorais, deveriam estar anotadas na agenda dos próximos quatro anos. Propaganda enganosa ainda é crime e promessa é dívida. A maquiagem no horário eleitoral seria mais natural se fosse restringida apenas para corrigir o brilho que atrapalharia para a televisão.

Autor
Grazielle Corrêa de Araujo é formada em Jornalismo, pela Unisinos, e Pós-graduada em Marketing de Serviços, pela ESPM. Atualmente cursa MBA em Propaganda, Marketing e Comunicação Integrada. É a responsável pela Comunicação Social do IPERGS. Atuou ainda na comunicação da Martins + Andrade, Uffizi, CDL Porto Alegre, Centro, Palácio Piratini e Assembleia Legislativa. É apaixonada por escrever, acredita na comunicação integrada e estuda para se tornar – também – profissional em Planejamento. Tem o site www.graziaraujo.com.

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