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TÁ FEIO

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O Estado do Rio está péssimo. Se fosse empresa estaria falido.

Sérgio Cabral deixou o Estado do Rio como uma herança maldita. Colocou a mão imunda  em tudo que tocou e manchou. Um Midas no avesso.  Se perguntarem por ele para o probo pai – Sérgio Cabral pai – amigo e parceiro em alguns projetos sobre música popular brasileira, ele dirá que morreu ainda menino. O pai guardou a lembrança apenas de um menino. Depois que cresceu virou merda.

Deve doer muito, para qualquer pai que não um Maluf, ter um filho com o mesmo nome e dado a canalhices, um glutão de propinas as quais chamava de “oxigênio”.

Acho uma impiedade do destino amarrar esse pai, honesto, batalhador, criativo e impoluto, a essa figura de caráter morfético.

Tenho duas filhas das quais só tenho orgulho e amor, uma mulher companheira com quem há muito dividi um dadivoso futuro, e não encontro, em minha árvore genealógica, alguém que possa enxovalhar um sobrenome decente. Tenho uma neta – Júlia – que aos 16 anos já prova que não veio ao mundo a passeio. Oradora e ativista vai incomodar muita gente que faz suas coisas fora do penico.

Aos canalhas que fazem de suas vidas uma afronta à vida, reservo meu vômito de cidadão.

Amém e inté.

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