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Porta-voz da diversidade, Regina Casé é aplaudida de pé pelo público

Apresentadora da TV Globo encerrou programação do 21º Festival Mundial de Publicidade de Gramado com Serra Park lotado
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Crédito: Clarissa Menna Barreto

Aplaudida pelo público de pé, a apresentadora da TV Globo Regina Casé foi responsável pelo encerramento do 21º Festival Mundial de Publicidade de Gramado. Conhecida por defender a diversidade de gênero, raça, opção sexual e classes, conseguiu reunir profissionais e estudantes de Comunicação, que lotaram o pavilhão de palestras do Serra Park e registraram o painel, do início ao fim, por meio dos smartphones.

Preconceito e métodos para combater o que chama de “preguiça social” – pluralidade e vontade de conviver com todos os tipos de pessoas –, Regina Casé chamou a atenção do público para a urgência na mudança de comportamentos. Também defendeu, a partir da exibição de um episódio do extinto Minha Periferia, a quebra dos estereótipos e o rompimento de muros sociais.

A exemplo do prosecco que foi substituído pelo gim, pediu que os presentes lutem em defesa do diferente “para que não saia de moda como o tomate seco”. Participante da abertura dos Jogos Olímpicos no Brasil, comentou ter pesquisado, após o evento, sobre o que os “gringos” haviam escrito sobre ela. “Estava lá Queen of diversity”, disse, orgulhosa, e confessou que imaginava seu nome relacionado somente à palavra atriz.

Pautada pela diversidade do início ao fim, aproveitou para contar que, frequentemente, é chamada de hipócrita, pois defende a temática e mora no Leblon, no Rio de Janeiro. “Quero saber onde está escrito que quem mora no asfalto não pode ter amigo na favela? Quem disse que não posso amar alguém porque mora na periferia? Se isso é ser hipócrita, então eu sou”, evidenciou, aos risos, conquistando os aplausos dos participantes.

Ainda, abordou a existência de guetos que dividem as pessoas, que acabam sendo reforçados, segundo ela, pelos algoritmos na internet. Bem-humorada, Regina Casé compartilhou dicas para enlouquecê-los. Uma delas foi ouvir estilos musicais e cantores diferentes. “No Spotify, ouço de tudo. Consigo ver os algoritmos correndo e suando de um lado para o outro”, exemplificou, às gargalhadas. Além disso, acrescentou que quanto maior for a rede de contatos, mais diverso será o feed do Facebook.

Ao se encaminhar para o encerramento, fez um convite aos universitários: “Vamos largar a preguiça social de ir em direção ao outro, ao diferente e ao desconhecido”.