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Vera Bavaresco : Paixão e determinação

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Atualização constante, paixão pelo que faz e proximidade com o núcleo familiar são fatores defendidos por Vera Bavaresco e que ilustram o caminho traçado pela publicitária em cerca de 25 anos de trajetória. Gerente comercial da Rádio Farroupilha e integrante da diretoria do Grupo de Atendimento de Veículos, atuou na área de Mídia e Marketing antes de chegar ao Comercial. Em toda a carreira, buscou deixar sua marca por onde passava. “Acredito que se tu não tiver uma boa base, ser feliz com o que faz, não tem como se realizar”, argumenta.Por Karen Vidaleti, em 25.07.2014

Atualização constante, paixão pelo que faz e proximidade com o núcleo familiar são fatores defendidos por Vera Bavaresco e que ilustram o caminho traçado pela publicitária em cerca de 25 anos de trajetória. Gerente comercial da Rádio Farroupilha e integrante da diretoria do Grupo de Atendimento de Veículos, atuou na área de Mídia e Marketing antes de chegar ao Comercial. Em toda a carreira, buscou deixar sua marca por onde passava. “Acredito que se tu não tiver uma boa base, ser feliz com o que faz, não tem como se realizar”, argumenta.

A sala de aula é parte da rotina da publicitária, para quem agregar conhecimento é uma das melhores formas de crescimento. Vera, que já ministrou aulas na PUC na disciplina de Mídia, voltou à academia para cursar mestrado profissional em Gestão de Negócios, pela Unisinos. “Uma coisa que valorizo é não ficar estacionada na profissão. É preciso olhar o que está acontecendo ao redor para continuar tendo valor de mercado”, ressalta e acrescenta que, apesar da rotina atribulada, tem certeza que terminará a especialização fortalecida.

O começo de tudo

Antes de chegar à propaganda, o gosto pela escrita até levou Vera para o Jornalismo. O primeiro estágio em uma agência foi o suficiente para que decidisse o caminho que realmente queria seguir. Unindo aptidões e determinação, trocou o curso pela graduação em Publicidade. Foi assim que, em 1985, na extinta Símbolo, conheceu o trabalho na área de Mídia. “Descobri que gosto muito de análise de pesquisa, planejamento, e ali comecei a construir minha carreira em publicidade.”

De lá, foi para a Standard, onde atendeu de contas menores a anunciantes como Lojas Renner. No mesmo dia em que deixaria a empresa para atuar em outra agência, foi convidada a trabalhar em uma nova área no Grupo RBS, o Marketing do jornal Zero Hora. O período de dois anos no veículo foi, para ela, uma experiência enriquecedora, principalmente pela oportunidade de compreender mais sobre suporte a vendas.

O desempenho na função foi recompensado com uma nova proposta, em 1988, desta vez, para a área comercial das rádios da RBS. Lembra que, na época, hesitou em aceitar o convite, já que pensava não entender sobre vendas. Hoje, acredita que as dificuldades encontradas do outro lado do balcão foram superadas com a ajuda dos colegas. “Quando tu começas a ver gente boa fazendo as coisas, passa a pegar um pouquinho de cada um e aperfeiçoar a técnica de persuasão”, destaca.

Plantar e colher

No Grupo RBS, foi gerente comercial das rádios Cidade, Atlântida e Gaúcha FM (hoje Itapema). Trabalhou na Editora Globo e no escritório de representação da Rede Globo no Rio Grande do Sul, para depois voltar à RBS. Em 1998, decidiu que era hora de uma nova mudança e, com o desejo de ampliar os relacionamentos, partiu para o SBT RS. Avalia que trabalhar com veículo que não é líder exige do profissional mais subsídios e argumentos para venda. “Ninguém bate na tua porta dizendo ‘eu tenho 500 mil para te dar’. Primeiro é o líder. Tem que ter esforço de venda para fazer o teu veículo aparecer. E tu sabe que tudo que entra é fruto do teu trabalho.”

Deixou a empresa quase 10 anos depois, para uma temporada curta, de seis meses, de volta às rádios da RBS. Em julho daquele ano, 2007, um acidente aéreo da Tam provocou a morte de José Luiz Pinto e João Roberto Pinto, gerente comercial de mercado nacional e diretor regional do SBT RS, respectivamente. Para ela, o episódio traz um momento marcante e também um dos principais desafios da carreira. “Perder dois colegas fez da empresa terra arrasada. O clima era muito denso. Foi preciso a gente cooperar para que todos virassem aquela página, apesar de tudo de ruim que aconteceu e marcou muito profundamente.”

Criar e evoluir

Das diversas passagens pelo Grupo RBS, dois episódios são citados como marcantes. O primeiro deles foi ter acompanhado o surgimento do Planeta Atlântida. Dos croquis de Renato Sirotsky, o criador do festival, à realização das primeiras edições, Vera orgulha-se de dizer que estava lá quando o Planeta nasceu. “Participei de tudo. Não tinha um departamento de eventos que cuidava, então, ainda na primeira edição, eu ia para praia de carro para ver onde iam colocar as bandeirolas da Coca-Cola – algo que não se imagina hoje”, comenta.

O segundo episódio lembrado trata da criação do Programa X, da Rádio Atlântida, e a criação da Rede Atlântida. Ela conta que, na época, já se discutia sobre o que a atração representaria futuramente no cenário do Rio Grande do Sul. “O programa X foi um marco no rádio gaúcho. Na época, o gerente da Atlântida era o Thadeu Malta e a gente conversa sobre como nós estávamos vivendo um momento histórico do rádio”, recorda. “A Atlântida sempre foi muito forte na minha vida”, sintetiza.

A base de tudo

Natural de Pelotas, Vera é filha de Ruy Pereira da Costa e Leonídia Costa, na família que se completa com as irmãs Carla e Lidiane. A infância passou em diferentes cidades, já que a carreira de militar do pai acarretava em transferências frequentes. O primeiro destino foi o Rio de Janeiro, onde permaneceram por quatro anos. Considera o período importante em sua história, uma vez que contribuiu para abrir horizontes. “Aprendi muito ao ficar longe da terra natal e família. Isso me ajudou a ganhar autonomia e responsabilidade, o que auxiliou muito na vida a tomar decisões, enfrentar medos e desafios”, sintetiza.

Nas memórias de infância, traz as viagens de ônibus ao Estado para passar as férias com os parentes. “Chegávamos e contávamos as novelas pros familiares, porque aqui passava 30 dias depois. A gente era muito moderno”, lembra aos risos. Entre os presentes do período de vida nômade, está o fortalecimento da união com os familiares. “Esse tempo sozinhos, só nós, fez da gente uma família superunida, em que um sempre dá suporte ao outro. Valorizo muito isso.”

O mesmo valor é compartilhado com as filhas Mariana, 18 anos, Gabriela, 10, e o marido, o jornalista Antonio Bavaresco, com quem é casada há 25 anos. Vera reconhece que, por opção, teve a primeira gravidez tardia. A primogênita chegou quando estava com 32 anos, e Gabriela, oito anos depois. “No começo, até fiquei preocupada, porque pensava que iria estar com 50 e ter uma criança de 10, mas foi tão legal. Hoje, acho que me rejuvenesce.”

Para curtir

Viajar está entre as atividades preferidas de Vera para os momentos de lazer. Acredita que muito do que já pôde ver pelo mundo ajudou a compor sua percepção sobre diferentes temas e ampliar a cultura. Aproveitar o sol, o mar e a natureza pode ser uma atividade simples, mas considerada revitalizante para ela. Tocar violão, ficar com a família, ir ao cinema ou a um bar e colocar o papo em dia também são momentos que aprecia. “Gosto de estar na rua”, assume.

Enquanto a leitura no momento está voltada a temas como governança corporativa e marketing, por conta do retorno à vida acadêmica, no campo musical não faz distinção quanto a gêneros. Dos clássicos de Elvis Presley ao sertanejo e pagode, são muitos os estilos que lhe agradam. “Costumo dizer que todo mundo tem um pouco de classe C em si. Sempre tem algo pop que a gente acaba curtindo e acho legal que se tenha essa habilidade de poder lidar com todos os conceitos.”

Vera se define como uma pessoa simples, que se esforça para entender o outro e, assim, agir de forma correta. Amizade e amor verdadeiros são dois sentimentos que valoriza muito, assim como a dedicação ao que se realmente gosta. “Prezo muito família e amizade, e não abro mão do bom amigo. No trabalho, gosto de fazer o que me faz feliz”, diz. Sobre o que quer para os próximos anos, afirma que se aposentar passa longe de seus planos. “Acho que tenho uma energia muito boa para ficar em casa. Quero continuar nessa loucura que é trabalhar em Comunicação.”

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