Faz um tempo que a palavra difícil foi banida, dando lugar a desafiador. Seja como for, estou partindo hoje de algumas afirmações que não são minhas, embora as endosse. São de Pedro Calabrez, neurocientista e diretor do canal Neurovox. Assisti a um vídeo dias atrás e procurei explorar algumas das afirmativas dele, entre elas esta do título (que na verdade, eu resumi bastante)
E por que o desafiador é bom? Porque, aí usando ideias de meu pai (quando eu estava na infância), se você se rodear de pessoas que “te puxam pra cima” ou estimulem você, ou façam você pensar, será necessário que busque mais conhecimento e aprendizado, o que vai gerar mais sinapses, mais entendimento do mundo e do mercado, das pessoas e das relações não apenas humanas, mas do conhecimento.
Então, conforme Pedro Calabrez, “entrar em contato com ideias mais difíceis e pessoas mais complexas” o farão evoluir de forma consistente, não apenas passageira. Se sim, vivemos uma sociedade do vídeo, da imagem (e nenhum problema com isso), alguns processos evolutivos ou permanecem os mesmos ou se adaptam melhor a tempos que exigem mais consistência, tempo veloz, entendimento rápido, mas seguro, ampliação (este é um ponto fundamental) da visão e das conexões.
Complementa ainda Pedro Calabrez: “Fale, ensine”. Diz ele através de Vygotsky que o ápice do conhecimento se dá quando ensinamos, porque precisamos organizar e dar força àquilo com o que entramos em contato, em termos de informações.
Tudo isso não está sendo dito por mim em vão. Acho profundamente útil atualmente quando precisamos de um mindset plástico, elástico, adaptável e adaptado à velocidade das mudanças da tecnologia, da economia, da sociedade, às questões éticas que estão se impondo, às relações humanas que se modificam em certa medida.
Então, vamos procurar pelo “difícil”. Não vamos nos contentar com zonas de conforto que se, nos dão um chão, acabam por dar-nos um teto (esta sacada não é minha, mas de Trevor Noah, humorista dos EUA, no livro Nascido do Crime (uma autobiografia), editado no Brasil pela TAG Experiências Literárias (taglivros.com)), o que é limitante para o avanço do conhecimento e para a realidade. Não é novidade que precisamos sair de zonas de conforto com urgência, muitas pessoas já disseram isso em livros, vídeos, podcasts, etc. Então, vamos atrás do “difícil”,do complexo, vamos estar cercados de pessoas que realmente nos façam pensar e querer, quase entrar em angústia para, evoluir.
Pode parecer uma ideia desconfortável – e é –inicialmente. Mas o resultado dela é tão poderoso e transformador que você nunca mais será o mesmo. E estará pronto para enfrentar qualquer desafio, quer na vida profissional, quer na vida pessoal. Aqui, concordam Pedro Calabrez e meu pai, de que devemos estar cercados de gente que “nos puxa pra cima”.
Depois de lido este texto, espero que você imediatamente busque o desconforto, o incômodo, no que diz respeito ao aprendizado, que queira conhecer e manter algumas relações “difíceis” (deste ponto de vista, do conhecimento) e complexas (idem), que incomodem sim, mas façam brilhar seus olhos na direção do crescimento.

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