A pesquisa ‘História cruzadas: saúde mental do jornalista dentro das redações’, coordenada pela profissional da área Gabriela Oliva, mostrou como más condições de trabalho afetam a qualidade de vida da categoria. Foi analisada a opinião de 21 trabalhadores de Rio de Janeiro e São Paulo, entre 22 e 82 anos, que responderam 42 questões.
Os participantes se manifestaram sobre perfil pessoal, experiências profissionais, avaliação sobre as condições de trabalho dentro das redações e a saúde mental no jornalismo. Foi relatado por eles um cenário de condições de trabalho hostis como excesso de jornadas, fragilidade de vínculos empregatícios e violência contra jornalistas.
O estudo combinou métodos qualitativos exploratórios e quantitativos. Conforme a coordenadora, foram entrevistados profissionais recém-formados e veteranos que atuam, ou já tenha atuado, em veículos como O Globo, El País, Revista Veja, O Dia e Folha de S.Paulo.
Segundo os dados, 71,4% dos jornalistas estão empregados e 14,3% são freelancers, no momento. Dentre os respondentes, 57,1% se identificaram com o gênero masculino e 42,9% com o feminino, do total, 76,2% se autodeclarando brancos, 19% pardos e 4,8% pretos. A maioria dos participantes está em home office, (33,3%), sendo que 52,4% é repórter.
Os transtornos psicológicos fazem parte da vida de 70% dos entrevistados. E 76,2% afirmaram que não existe um canal para tratar de saúde mental nas empresas jornalísticas. Os motivos de maior desgaste psicológico podem ser diversos, como o fato de que aproximadamente 28,6% trabalham de 10h a 12h horas por dia e 4,8% trabalham mais de 12h. Além disso, 85,7% têm medo de perder o emprego.
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