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Tom Wolfe é a atração da noite no projeto Fronteiras

Criador do novo jornalismo fala e autografa em Porto Alegre

Tom Wolfe é o conferencista desta noite do projeto Fronteiras do Pensamento. Às 19h30, no Salão de Atos da Ufrgs, o jornalista e escritor norte-americano abordará o tema O espírito de nossa época, a partir da sua longa experiência retratando a realidade do seu país. A conferência será seguida de sessão de autógrafos com o autor, que antes, às 16h30, dará entrevista coletiva no Hotel Intercity Premium.

Tom Wolfe é conhecido como o repórter incansável e inovador que retratou as tribos dos anos 60. É autor de três novelas dickenseanas, de mais de 600 páginas cada uma, que retratam os Estados Unidos nas últimas três décadas, respectivamente: A fogueira das vaidades(1987), O homem por inteiro (1998) e Eu sou Charlotte Simons (2004). Em sua última novela, Back to Blood (De volta ao sangue, 2009), retrata a temática social central dos Estados Unidos neste novo século: seus imigrantes.

Já na escola Tom Wolfe mostrou interesse por escrever, na adolescência foi editor do jornal da escola e escreveu uma biografia original de Napoleão. Como aluno da Washington Lee University, compartilhou sua paixão por escrever com seu amor pelo beisebol, onde jogava na posição de lançador. Cursava seu doutorado em Yale, em estudos americanos, quando decidiu entrar no mundo do jornalismo, passando pelos jornais Springfield Union, Washington Post e The New York Herald Tribune. Foi escrevendo artigos como free-lance para a revista Esquire que encontrou o estilo que o converteria na principal figura do novo jornalismo e, logo na primeira etapa de sua carreira, converteu-se num dos mais admirados cronistas americanos da década de 1960.

 Desde 1987, quando publicou A fogueira das vaidades, Wolfe se dedicou principalmente à ficção. Seus tempos de gestação são longos, em parte porque documenta suas novelas minuciosamente e com o rigor de um jornalista investigativo. A novela Um homem por inteiro levou 11 anos para ser escrita. Sua intenção declarada publicamente foi devolver à novela norte-americana a tradição do realismo: “Neste momento débil e desgastado da história da literatura americana, necessitamos que um batalhão de Émiles Zola se lancem a este país selvagem, barroco e desopilante e que o reclamem como propriedade literária”, disse o jornalista.

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