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A verdade das marcas

Por Diocelia Jungbluth, para Coletiva.net

Mais do que palavras que lemos ou escutamos todos os dias, as notícias falsas ou fake news se tornaram um desafio hercúleo para mídias, redes sociais e toda a sociedade. Muitos se dedicam a encontrar soluções para esse problema — e as saídas não são simples. Apesar de o cenário ser, a princípio, tão sombrio, há boas novas: a verdade segue com força nas expectativas e nos desejos do público. E as marcas sólidas e respeitadas se dedicam a construir conteúdos relevantes para seus seguidores.

Esse é um fato que se impõe, especialmente, às estratégias de marketing. Muitas foram as transformações que essa área sofreu nos últimos anos — e ainda mais potencializadas durante a pandemia. Mídias digitais, marketing de conteúdo, ciência de dados, formação de tribos: conceitos que qualificam o conhecimento e tornam mais assertiva e focada a comunicação. Respeitando o espaço e tempo individual, expandindo a capacidade de entendimento. 

Não basta que seu negócio saiba o que faz ou explique o que faz. É preciso definir o porquê daquilo que você faz. Por isso, mais do que em qualquer outro momento, o princípio do golden circle de Simon Sinek é essencial. Qual é, afinal, o seu propósito? Quando sua companhia consegue essa resposta, poderá comunicar-se verdadeiramente.

Sem verdade e sem propósito, é muito difícil que tudo isso se sustente. Sobretudo em um ambiente que disputamos a atenção dos potenciais consumidores na torrente de conteúdo diariamente consumida. Não basta que o público apenas curta um post da sua marca: ele precisa se engajar verdadeiramente. Compartilhar a mensagem. Disseminar os valores e princípios. Conectar-se de forma natural e genuína. Com identidade no que acredita.

E para expressar a verdade, é necessário, principalmente, construir a verdade. Eis um desafio que assumimos no Hospital Moinhos de Vento, em nosso processo de reposicionamento de marca e conceito. Antes de colocar em prática a estratégia, preenchemos os gaps para erguer as estruturas que refletissem o que seria comunicado: uma instituição tradicional, filantrópica, com muito orgulho do que fomos e somos — e que se prepara para o futuro, redefinindo o impossível. 

Quando uma marca que se conecta de fato com seu público, ela conquista mais do que clientes: acumula leais seguidores. São embaixadores que não apenas consumirão e disseminarão o conteúdo, como também farão a defesa dela. Um vínculo emocional que dará perenidade à companhia. Diante desse desafio, o marketing precisa ser visto como um investimento estratégico ao negócio. Deve estar municiado dos melhores profissionais e ferramentas, atuando de maneira integrada com os boards das companhias. E tendo sempre em vista a verdade.

Qual é o porquê da sua marca? Qual seu propósito? Como sua empresa está fazendo a diferença para as pessoas neste momento? Tenha essas perguntas como seu objetivo durante a travessia. A verdade, mais do que nunca, prevalecerá.

Diocelia Jungbluth é gerente de Relações com o Mercado do Hospital Moinhos de Vento.

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