Mais do que palavras que lemos ou escutamos todos os dias, as notícias falsas ou fake news se tornaram um desafio hercúleo para mídias, redes sociais e toda a sociedade. Muitos se dedicam a encontrar soluções para esse problema — e as saídas não são simples. Apesar de o cenário ser, a princípio, tão sombrio, há boas novas: a verdade segue com força nas expectativas e nos desejos do público. E as marcas sólidas e respeitadas se dedicam a construir conteúdos relevantes para seus seguidores.
Esse é um fato que se impõe, especialmente, às estratégias de marketing. Muitas foram as transformações que essa área sofreu nos últimos anos — e ainda mais potencializadas durante a pandemia. Mídias digitais, marketing de conteúdo, ciência de dados, formação de tribos: conceitos que qualificam o conhecimento e tornam mais assertiva e focada a comunicação. Respeitando o espaço e tempo individual, expandindo a capacidade de entendimento.
Não basta que seu negócio saiba o que faz ou explique o que faz. É preciso definir o porquê daquilo que você faz. Por isso, mais do que em qualquer outro momento, o princípio do golden circle de Simon Sinek é essencial. Qual é, afinal, o seu propósito? Quando sua companhia consegue essa resposta, poderá comunicar-se verdadeiramente.
Sem verdade e sem propósito, é muito difícil que tudo isso se sustente. Sobretudo em um ambiente que disputamos a atenção dos potenciais consumidores na torrente de conteúdo diariamente consumida. Não basta que o público apenas curta um post da sua marca: ele precisa se engajar verdadeiramente. Compartilhar a mensagem. Disseminar os valores e princípios. Conectar-se de forma natural e genuína. Com identidade no que acredita.
E para expressar a verdade, é necessário, principalmente, construir a verdade. Eis um desafio que assumimos no Hospital Moinhos de Vento, em nosso processo de reposicionamento de marca e conceito. Antes de colocar em prática a estratégia, preenchemos os gaps para erguer as estruturas que refletissem o que seria comunicado: uma instituição tradicional, filantrópica, com muito orgulho do que fomos e somos — e que se prepara para o futuro, redefinindo o impossível.
Quando uma marca que se conecta de fato com seu público, ela conquista mais do que clientes: acumula leais seguidores. São embaixadores que não apenas consumirão e disseminarão o conteúdo, como também farão a defesa dela. Um vínculo emocional que dará perenidade à companhia. Diante desse desafio, o marketing precisa ser visto como um investimento estratégico ao negócio. Deve estar municiado dos melhores profissionais e ferramentas, atuando de maneira integrada com os boards das companhias. E tendo sempre em vista a verdade.
Qual é o porquê da sua marca? Qual seu propósito? Como sua empresa está fazendo a diferença para as pessoas neste momento? Tenha essas perguntas como seu objetivo durante a travessia. A verdade, mais do que nunca, prevalecerá.
Diocelia Jungbluth é gerente de Relações com o Mercado do Hospital Moinhos de Vento.

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