Uma pequena nota na seção “Primeiro Lugar”, da revista Exame que chegou às bancas neste final de semana, informa que o governo federal estaria desistindo do projeto de criação de um Conselho Federal de Jornalismo. Sob o título “Fim do Conselho”, a nota registra: “O presidente Lula já avisou a seus principais assessores que, no que depender dele, a idéia de criar o Conselho Federal de Jornalismo está devidamente enterrada”.
Também no fim de semana, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgou cópia da correspondência que enviou ao jornalista Larry Rohter, do jornal New York Times, a propósito da reportagem sobre o CFJ. Sob o título “Plano para domar jornalistas apenas os revolta no Brasil”, o correspondente do NYT no Brasil registra as críticas dirigidas ao projeto do governo. Segundo a nota da Fenaj, a proposta não é do governo, mas da entidade, no sentido de criar-se um órgão com “poder dos próprios jornalistas para cuidarem de seus registros profissionais e da fiscalização da legislação que regulamenta nossa profissão. Hoje, esse papel é desempenhado pelo governo, através do Ministério do Trabalho”. A nota termina ironizando o comportamento de Rohter, que não ouviu a entidade: “O Código de Ética dos Jornalistas, que ainda não é uma norma legal, recomenda aos jornalistas que, quando se tratar de assunto contraditório, todos os lados envolvidos devem ser ouvidos. No seu país, também é assim?”.

