A campanha “Quem financia a baixaria é contra a cidadania” encaminhará na próxima terça-feira, ao Ministério da Justiça e ao Ministério Público, um documento com 33 páginas, no qual os apresentadores dos telejornais policiais são acusados de fazer apologia ao crime e expor vítimas e suspeitos a situações humilhantes. No relatório, os conselheiros do movimento pedem aos órgãos que tomem as providências para coibir os excessos cometidos por essas atrações, que, segundo eles, ferem a Constituição e os direitos humanos. O levantamento feito por psicólogos, jornalistas e advogados que participam da organização considera que as emissoras se valem de uma concessão pública para transformar a violência em espetáculo. O texto qualifica os apresentadores como despreparados para conduzir esse tipo de discussão: “São frenéticos, não conhecem a lei, os direitos humanos, e não sabem fazer outra coisa a não ser criticar entidades abstratas como “autoridades”. São os mesmos que acabam por estimular a justiça pelas próprias mãos”, aponta o relatório. O parecer também será encaminhado às emissoras de TV. Desde o início do ano, foram avaliados os programas Cidade Alerta (Record), Brasil Urgente (Bandeirantes), Repórter Cidadão (Rede TV!) e Linha Direta (Globo), além de outras atrações regionais.

