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ABI E FENAJ ENTRAM EM CONFLITO PELA CRIAÇÃO DO CFJ

O Conselho Deliberativo da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) decidiu ontem, por unanimidade, que a entidade lutará pela rejeição do projeto do governo de …

O Conselho Deliberativo da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) decidiu ontem, por unanimidade, que a entidade lutará pela rejeição do projeto do governo de criar o Conselho Federal de Jornalismo (CFJ). A associação acredita que o projeto seja uma tentativa de impor uma “lei da mordaça”, incompatível com o princípio constitucional da liberdade de imprensa. O projeto foi apontado pelo presidente da ABI, Oscar Maurício Azedo, como uma iniciativa “peleguista” da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas). Uma nota de protesto será entregue diretamente, em Brasília, aos presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do Senado, José Sarney (que já se manifestou contra o CFJ), e da Câmara, João Paulo Cunha. A comissão aproveitará também esses contatos para buscar o aperfeiçoamento do Conselho de Comunicação Social, criado pelos constituintes de 1988, mas apenas formalizado no final de 2002.

Para a Fenaj, as críticas feitas à criação do CFJ revelam o quanto os veículos de comunicação brasileiros cobrem mal a própria imprensa. Foi o que disse seu vice-presidente, Fred Ghedini, durante entrevista coletiva concedida na Câmara dos Deputados. Ele ressaltou que a proposta vem sendo discutida pelas entidades sindicais há 20 anos e que o projeto não tem qualquer vinculação com o Governo Federal. Junto ao primeiro-secretário da entidade, Aloísio Lopes, Ghedini defendeu a criação da autarquia como forma de restringir a atuação dos jornalistas que infringem a ética ou as prerrogativas do exercício profissional. O vice-presidente da Fenaj também refutou as críticas feitas pela ABI, de que a criação do conselho é uma tentativa de cerceamento à liberdade de expressão e de atrelamento ao Executivo: “A federação não apóia o governo Lula. Isso é desinformação de quem fala. Estamos criticando o governo por causa do desemprego e da política econômica restritiva, por exemplo”, afirmou.

Clique aqui para ler o projeto de criação do CFJ.

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