Os jornalistas que participaram do encontro nacional da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) consideraram uma vitória o envio ao Congresso Nacional, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do projeto de lei que cria os Conselhos Federal e Regionais de Jornalismo (CFJ). O Conselho terá como atribuição principal a normatização e o disciplinamento do exercício do jornalismo no Brasil, o que não significa qualquer tipo de cerceamento à liberdade de imprensa e de expressão e, sim, a instituição de um órgão que vai zelar pela qualidade da informação e pelo exercício ético do jornalismo, segundo nota divulgada hoje pela Fenaj. Para a entidade, a criação do Conselho é uma “conquista não somente para a categoria como para toda a sociedade”. O projeto de lei, que será debatido ainda no Congresso Nacional, foi proposto pelos jornalistas e aprovado em dois congressos nacionais da categoria. As entidades representativas, como Fenaj e Sindicatos, também empenharam-se para que o projeto da criação do CFJ fosse aceito e encaminhado pelo Poder Executivo Federal, único agente que tem a prerrogativa de propor a criação de uma autarquia.
A criação do Conselho é questionada por setores da imprensa, como a revista, que publica um box especial em sua matéria de capa da edição que está nas bancas. No entanto, os jornalistas participantes do 31º Congresso Nacional dos Jornalistas, realizado na última semana em João Pessoa (PB), reafirmaram a defesa do Conselho Federal de Jornalismo ao mesmo tempo em que condenaram as tentativas de desinformar a sociedade brasileira sobre as atribuições do CFJ e de seu processo de criação. A categoria enfatiza que o CFJ vem para “servir aos jornalistas e à sociedade, na defesa do jornalismo ético, democrático e plural, comprometido com a constituição da cidadania e com o bem comum”.

