O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Carlos Lessa, disse no final da semana que o acordo da estatal com empresas de comunicação “continua em seu coração”. Ele afirmou que o governo continua interessado na discussão com empresas do segmento para estabelecer uma proposta de refinanciamento das suas dívidas e que as empresas de mídia têm grande importância para o governo, principalmente porque são responsáveis pela geração de 500 mil empregos. Há cerca de um mês, a ANJ (Associação Nacional de Jornais), a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) e a Aner (Associação Nacional de Editoras de Revistas) informaram que desistiram do programa de crédito do banco. Em carta enviada a Lessa, as associações alegaram que as condições oferecidas “ficam aquém daquelas habitualmente disponibilizadas a outros setores da economia e se afiguram particularmente inócuas para as empresas de comunicação”. Segundo o jornal O Globo, um assessor da ANJ comentou que, apesar de o acordo estar suspenso, as empresas de comunicação podem ter acesso ao programa de capital de giro que o BNDES está montando para atender às indústrias, que contará com cerca de R$ 8 bilhões: “As empresas de comunicação terão acesso a essa nova linha de crédito”.

