O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) decidiu disponibilizar “apenas” R$ 2 bilhões para o refinanciamento das dívidas de curto prazo das empresas de comunicação. Segundo a proposta apresentada por escrito, ontem, pelo presidente do BNDES, Carlos Lessa, aos senadores da Comissão de Educação, serão R$ 2 bilhões para a indústria de comunicação como um todo, mais R$ 500 milhões específicos para a compra de papel de imprensa produzido no Brasil, e não haverá ajuda especial para investimentos, como solicitavam alguns grupos de comunicação. No documento, Lessa diz que, para assegurar a independência das empresas de comunicação em relação ao governo, os financiamentos serão negociados diretamente entre as empresas de mídia e os agentes financeiros, sem passar, portanto, pelo crivo do BNDES. Será exigida ainda pelo banco a apresentação de um programa amplo e detalhado de renegociação dos débitos das empresas que
comprove a “efetiva redução do montante total da dívida e/ou o alongamento médio das dívidas”.
Para o programa de ajuda à aquisição de papel, o BNDES não pretende abrir nenhuma linha especial para a aquisição de insumos importados. A linha para a aquisição de papel nacional, com teto de R$ 500 milhões, estabelece que cada empresa poderia ter acesso a no máximo 80% do valor equivalente a um estoque de até três meses de papel nacional.

