O número de jornalistas mortos no mundo este ano já supera o registrado em 2002, informou a agência espanhola EFE, citando levantamento da Associação Mundial dos Jornais (AMJ). Os jornalistas mortos em ação este ano somam 51, sendo 16 só no Iraque, o que supera a cifra de 2002, quando 46 profissionais dos meios de comunicação foram assassinados no exercício de seu trabalho ou por causa de sua atividade. Depois do Iraque, a maior parte das mortes ocorreu na Colômbia (7) e nas Filipinas (6). Brasil, Nepal e Rússia, com três jornalistas mortos em cada um; Índia, Paquistão e os territórios palestinos ocupados, com dois em cada caso; e Guatemala, Indonésia, Irã, Costa do Marfim, Japão, Quirguistão e Tailândia, com um por país, completam a lista de jornalistas mortos. O diretor-geral da AMJ, Timothy Balding, classificou de “assustadora” a cifra de jornalistas mortos e pediu “aos Governos e às organizações de meios de comunicação” que “protejam mais os jornalistas nos locais para onde são enviados em seu dever de informar, inclusive as regiões de conflito”.

