Zero Hora é um dos jornais que mais se preocupam com pesquisas no país e a RBS é talvez uma rara empresa a contratar, no período eleitoral, dois institutos de pesquisa independentes. A declaração foi feita pelo diretor de redação Marcelo Rech, em sua participação no painel sobre meios de comunicação, no seminário realizado durante o dia na Assembléia Legislativa. Marcelo apresentou uma seqüência de manchetes publicadas por Zero Hora em 1998 e 2002, que mostram os equívocos cometidos pelos institutos de pesquisa na reta final das campanhas para governador. Em 98, a pesquisa que dava Olívio à frente de Britto errou feio: indicava 11 pontos de uma diferença que nas urnas foi inferior a 1%. Em 2002, a mesma coisa, ao informar que Rigotto estaria 16 pontos à frente de Tarso.
Marcelo acabou pontuando a parte mais polêmica do painel, ao destacar que Zero Hora, a partir dos erros cometidos pelos institutos em 98, decidiu tratar as pesquisas eleitorais como um elemento acessório na cobertura. “Fizemos uma mudança radical ao fazer com que a pesquisa se tornasse apenas coadjuvante”, disse o jornalista, comprovando a postura com a exibição de primeiras páginas do jornal durante a campanha do ano passado: nelas, pesquisas ocupavam espaços insignificantes.

