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O futuro do marketing e da experiência do cliente: qual o papel das cooperativas?

De Rafaeli Minuzzi, para o Coletiva.net

Em meio a tantos avanços tecnológicos, a grande pergunta que se impõe não é mais se vamos usar inteligência artificial (IA), mas como usá-la de forma estratégica, responsável e empática para impulsionar os negócios das cooperativas.

Durante o Adobe Summit 2025, um dos maiores eventos globais de inovação, marketing e experiência digital do mundo, ficou evidente que a tecnologia só faz sentido quando conecta e aproxima pessoas. Em vez de substituta, a IA foi apresentada como parceira da criatividade humana — permitindo que profissionais ganhem tempo para pensar, inovar e se dedicar genuinamente a quem importa: as pessoas.

Muito do que foi discutido no evento já está ao alcance das cooperativas: campanhas automatizadas e humanizadas, uso de dados para compreender melhor o associado e ferramentas que otimizam rotinas e potencializam resultados. A proposta não é transformar cooperativas em empresas de tecnologia, mas usar a tecnologia como meio para fortalecer o cooperativismo. E como podemos fazer isso?

– Esse fortalecimento pode se dar por meio de ações simples e práticas:

– Criar campanhas mais personalizadas e alinhadas aos valores da cooperativa;

– Utilizar dados de associados para melhorar serviços e produtos;

– Implementar ferramentas que automatizam tarefas repetitivas e liberam tempo para estratégias com mais propósito;

– Garantir que as decisões continuem humanas, respeitando o contexto local e individual.

Assim como o cooperativismo, a inovação também é construída em rede. Capacitação, escuta ativa e parcerias estratégicas são fundamentais para adaptar tendências tecnológicas à realidade das coops. Por meio de iniciativas que promovem essa articulação, é possível criar um ambiente favorável à transformação digital com sentido e identidade.

A tecnologia amplia possibilidades, mas é o toque humano que transforma boas ideias em grandes experiências. A mensagem central que emerge desse cenário não é apenas sobre adoção tecnológica, mas sobre protagonismo, escuta e construção de experiências relevantes. Inovar, no universo cooperativista, é também uma forma de comunicar — e de comunicar com propósito.

O futuro do marketing e da experiência do cliente, certamente, será digital. Mas, acima de tudo, será humano.

Rafaeli Minuzzi é Supervisora do Sistema Ocergs

 

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