1. Quem é você, de onde veio e o que faz?
Sou Felipe Prestes, tenho 28 anos. Estudei na Ufrgs, onde me formei em 2009. Trabalhei como repórter do Sul21 durante dois anos. E sou um dos editores do blog Impedimento há cerca de três anos. Sou repórter freelancer, com trabalhos publicados em veículos como Carta Capital, Galileu, Amanhã e Folha de São Paulo.
2. Como foi a experiência de cobrir a final da Copa Libertadores?
A experiência foi muito legal. Uma Libertadores vencida pelo Atlético Mineiro é diferente dos títulos que vi Internacional e Grêmio vencerem. Eles estavam havia décadas sem um título importante e isto gerou um fanatismo sem precedentes aqui no Rio Grande do Sul. Foi muito interessante vivenciar um momento histórico para uma torcida tão fanática.
3. O que todo jornalista esportivo precisa saber?
Estou recém começando a carreira, então seria pretensioso demais dizer o que todo jornalista precisa saber. No entanto, acredito que uma das questões fundamentais para a área, atualmente, seja buscar pautas diferentes, ou enfoque diferente e, até mesmo, um estilo diferente. Evitar a mesmice é um dos grandes desafios para os jornalistas esportivos, acredito.
4. O que mais lhe dá prazer na profissão?
Acho que é ver que de alguma maneira uma reportagem feita por mim interferiu na realidade, serviu para mudar algo que não estava correto. Isto pensando mais na área de jornalismo político, com a qual também trabalho.
5. Quais são os planos para os próximos cinco anos?
Não sou muito de fazer planos. Quero viver intensamente este período em que um novo modelo de jornalismo surge. Algo em que pequenos veículos, utilizando-se das novas tecnologias e novas formas de financiamento, poderão, quem sabe, propiciar ao jornalista que ele consiga se sustentar sem ser subordinado às vontades de grandes anunciantes ou de governos.


