Cinco Perguntas

Cinco perguntas para Thiago Köche

Cineasta e diretor do premiado curta ‘O Afeto e a Rua’ inaugurou a produtora TK Filmes no final de 2021

1 – Quem é você, de onde vem e o que faz?

Meu nome é Thiago Köche, nasci em Porto Alegre, fui criado em São Leopoldo, mas em 2012 voltei para a capital gaúcha, onde moro atualmente. Formei-me bacharel em Cinema pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em 2008.

Após me graduar, trabalhei com TV, vídeos para internet, publicidade e produtoras de Cinema até 2010, quando fui um dos produtores da campanha do então candidato ao governo do Estado, Tarso Genro. Com a vitória dele, fui trabalhar no Palácio Piratini como filmmaker, onde fiquei de 2011 até 2015. Depois, de 2016 até 2021 trabalhei como filmmaker também com o deputado estadual Edegar Pretto, na Assembleia Legislativa, e no final do ano passado saí para poder abrir minha produtora, a TK Filmes, visando novos desafios.

Nesse meio-tempo, dirigi alguns curtas independentes premiados como ‘Manifesto Porongos’, em 2016, e ‘O Afeto e a Rua’, em 2020, que juntos somam 15 prêmios e 53 participações em festivais nacionais e internacionais. Além da trajetória profissional e do Cinema, amo gatos, futebol, skate e games.

2 – Por que escolheu a área da Comunicação?

Lembro que na minha escola teve uma feira de profissões e a Unisinos foi divulgar o curso de Cinema. Antes pensava em ir para o Jornalismo, mas quando vi que era possível estudar Cinema na minha cidade (então São Leopoldo), não tive dúvida e foquei nisso. Eu escuto rádio diariamente, da manhã à noite, e sempre amei o Jornalismo, talvez por isso tenha feito boa parte da minha trajetória no Cinema Documental, que é uma linha tênue entre as duas áreas.

O que mais me motiva a ser um comunicador é o poder de transformação que eu vejo nos nossos filmes. Procuro abordar temas sociais com o máximo de sensibilidade possível e a recepção do público com nossas obras me anima muito, principalmente quando noto que muitos mudam sua opinião de um preconceito que tinham ao conhecer outras realidades que talvez não teriam como enxergar se não fossem esses filmes que fazemos. Isso pra mim é mágico, é o que me motiva.

3 – No final do ano passado, você assumiu o desafio de empreender com a criação da TK Filmes. Como tem sido a experiência?

Até agora tem sido muito bom pessoalmente e profissionalmente. Graças a Deus, desde que abri a empresa não consegui parar, sempre há demandas de todos os tipos e tamanhos – e essa variedade de desafios novos é muito empolgante. A lista de clientes não para de crescer. Além do mais, estou conseguindo planejar melhor meus projetos pessoais. Como não produzi nenhum curta-metragem desde o final de 2019, pela pandemia, estou muito ansioso para poder rodar, assim que possível, um novo documentário. Outra meta é gravar meu primeiro curta de ficção. Eu amo o que faço e poder ser um empreendedor dentro do ofício que escolhi é maravilhoso e libertador.

4 – O que você espera realizar ao longo de 2022 com a produtora?

Espero conseguir muitos clientes e satisfazê-los com nossos serviços. Desde o começo da minha caminhada, tanto como pessoa, mas principalmente como cineasta, eu ouvi, aprendi e cresci muito e estou pronto para todos os tipos de desafios. Um foco da TK Filmes é: atender todos os tipos e tamanhos de clientes e demandas, contando, se necessário, com uma rede de profissionais da área altamente capacitados que formei ao longo desses anos. 

Por exemplo, não sou animador e pegamos um projeto de animação com um orçamento bem enxuto, mas mesmo assim, está ficando muito lindo e o cliente está muito satisfeito. Neste caso, estou dirigindo, produzindo e roteirizando, enquanto amigos profissionais da animação executam as ideias que elaboramos conjuntamente. É um exemplo de como conseguimos atender todo tipo de demanda dentro da nossa empresa e espero que 2022 seja um ano de muito trabalho!

5 – Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?

Eu sempre foquei em trabalhar, ter uma renda e pagar as contas, em detrimento de ter curtas e longas-metragens no currículo. Então gostaria de cada vez mais usar meu ofício – o cinema, o vídeo, a profissão filmmaker – como fonte de renda estável. Após conseguir me estabilizar, nos últimos anos estou produzindo mais documentários independentes e cada vez chegando mais longe em festivais de cinema. Como disse antes, sou fã de futebol e quando começamos a competir com filmes em festivais, é como se fosse um campeonato, nos empolgamos muito. E eu quero ganhar “nosso Gaúchão do cinema”, ou seja, espero que daqui a cinco anos eu conquiste meu primeiro Kikito!

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