Perfil

Lize Jung: Comunicativa por natureza

Lize Jung tem comunicação no sangue e dom para relacionamento. Desde pequena, gosta de dar festas e receber convidados. Não foi à toa que …

Lize Jung tem comunicação no sangue e dom para relacionamento. Desde pequena, gosta de dar festas e receber convidados. Não foi à toa que sua mãe sugeriu que cursasse a inusitada – para a época, 1983 – faculdade de Relações Públicas. Sua vontade era fazer Arquitetura, mas como não passou no vestibular, seguiu o conselho da mãe. Foi a escolha certa: "Depois, tive uma colega que fazia Comunicação e Arquitetura ao mesmo tempo e me apavorei com aquele curso". Lize, aos 18 anos, já estava no mercado, estagiando no Centro Comercial João Pessoa. "Trabalho na área há mais de 20 anos", faz as contas. Terminada a faculdade, Lize não quis parar por aí e cursou Jornalismo, que considera uma importante complementação às Relações Públicas. "No total, foram sete anos de Famecos (Faculdade dos Meios de Comunicação Social da PUCRS)", recorda. Durante todo esse tempo, fez estágios. Ao sair do shopping, teve a oportunidade de atuar na Pactum, uma empresa de advogados tributaristas, que apostava muito no trabalho de RRPP e imprensa. Ela cresceu bastante lá e pôde fazer projetos e coordenar toda a parte de comunicação. Porém, quando veio o Plano Collor, foi a primeira a ser demitida. "Foi muito difícil, porque o relações públicas veste a camiseta da empresa, por isso decidi nunca mais ser empregada." E desde então faz trabalhos de assessoria por conta própria. Lá se vão 15 anos. Começando a vencer sozinha Seu primeiro trabalho foi na empresa de engenharia do pai. Levou para o escritório uma máquina de escrever e começou a fazer assessoria. Logo, conseguiu três grandes clientes: Paula Amaral Engenharia, Hotel Serrano, de Gramado, e Sinos Center Shopping, de São Leopoldo. Esses trabalhos a fizeram enxergar que era possível "zarpar sozinha", que não precisava de um emprego. A partir daí, Lize diz que as coisas simplesmente foram acontecendo: "Os clientes iam vindo, um indicava o outro…" Então, resolveu se dedicar a uma pós-graduação em Marketing, pela Ufrgs (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), que abriu novas portas e a levou a conquistar contas como Yázigi, Net e Upper. Lize fez sua carreira atendendo sempre clientes de porte. "Teve uma época em que só tinha uma conta, mas esta gerava uma demanda grande." Empresas da área rural também se tornaram uma constante: atendeu a Monsanto, Clube do Plantio Direto, Instituto Riograndense do Arroz e Avipal. Ela destaca que seus trabalhos sempre foram na área de assessoria e não na organização de eventos. "A não ser eventos estratégicos, para o cliente ser notícia. Isso sim." Após tentar algumas parcerias com outros jornalistas e relações públicas, Lize decidiu seguir sozinha e abrir sua própria empresa, que hoje se chama Agência de Imprensa e Relações Públicas. Por que agência? "Porque assessoria, como chamavam antes, começou a ser uma coisa meio vaga, então resolvi chamar a empresa de agência, que é uma coisa grande, que cria estratégias", explica. Hoje, a agência conta com uma jornalista, uma publicitária e uma estagiária de Relações Públicas. Varejo se tornou praticamente uma especialização da empresa, embora Lize ressalte que não quer ficar marcada apenas por esses trabalhos, já que atende clientes de diversas áreas, inclusive uma pousada na Praia da Silveira, a Eco Village. A agência atendeu ao Shopping Iguatemi, que a foi indicando para suas lojas. Já passaram por suas mãos, por exemplo, Le Lis Blanc, BrasilSul, Arezzo, Livrarias Porto e Hugo Concept. Essas indicações são reconhecimento do trabalho realizado por Lize: "Graças a elas, nunca precisei correr atrás de clientes", conta. Ela já conhece bem o perfil de cada setor: "A indústria acredita bastante na assessoria, enquanto o varejo é mais complicado". Qualidade de vida Lize conta que, atualmente, está muito bem estruturada, tanto que consegue trabalhar em casa, às vezes, e selecionar seus clientes. "Penso no que é mais importante. Se é despencar para Bento Gonçalves para atender um cliente que vai me dar uma remuneração baixa ou fazer a minha ginástica? Prefiro fazer a ginástica e explicar para esse cliente que tenho o meu custo. Não é que eu escolha clientes, mas peso o custo-benefício e considero bastante a minha qualidade de vida", explica. É que para grande parte das contas que atende, não basta trabalhar com a Agência Lize Jung, os empresários querem que a própria Lize participe ativamente de reuniões e trabalhos. Pensando nisso, a assessora se planejou para ter toda a infra-estrutura de que necessita ao seu redor, para dar conta de seus compromissos pessoais e profissionais. Ela mora, trabalha e faz ginástica próximo ao Parcão. Costuma andar a pé e pega o carro só para atender a clientes mais distantes. E avião também. É que Lize tem acordos de parceria com agências de Florianópolis, Curitiba e São Paulo, cidade onde vivem suas irmãs, por isso vai freqüentemente. "Nosso trabalho é muito regional, mas quando o cliente precisa de uma divulgação fora do Estado, temos essas parcerias. E isso funciona também de lá para cá. É um trabalho de praça. Em São Paulo, não adianta dizer que sou a Lize Jung. Já aqui, tenho um reconhecimento." Grandes expectativas Lize está com 39 anos e é solteira. Mora com mãe e adora cozinhar, assim como a mãe, o pai e as irmãs. "Venho de uma família de gourmets", brinca. Gosta muito de assistir novelas e de ler, principalmente, biografias e livros sobre moda. Também não dispensa os best sellers, "que são muito bons para ter assunto". As festas e badalações são um misto de prazer e trabalho. "Os eventos fazem parte da profissão, mas eu adoro, então uno o útil ao agradável". "2005 vai ser um ano legal para mim", assegura Lize, que pretende fazer um "upgrade" na empresa: aumentar a estrutura e contratar mais gente. Outro projeto é o retorno do Garpi (Grupo das Assessorias de RRPP e Imprensa), entidade que ela ajudou a organizar há alguns anos. O grupo cresceu e ficou tão grande que não conseguiu mais se reunir. "Agora, algumas pessoas me convidaram para tocar a idéia de novo. Acho legal, pois é uma troca de experiências entre as assessorias", diz. Também foi convidada para dar aulas na ESPM. Ela já foi professora da Feevale e seu grande sonho é lecionar na Famecos. "Ainda vou fazer um mestrado voltado à Assessoria de Imprensa e voltar para a PUC", garante. Com certeza, não lhe faltam atributos para ser uma boa professora: "Sou supercomunicativa, a comunicação está mesmo no meu sangue. Acredito que estou na profissão certa e não me vejo fazendo outra coisa. Mas o mais importante é que gosto do que faço".

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Redação Coletiva

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