Perfil

Eduardo Bins Ely: Um tímido no salão

Com mais de 20 anos de profissão, o colunista social conclui que é um homem de sucesso. O segredo para isso? Muito trabalho e bons relacionamentos.

O porto-alegrense Eduardo Bins Ely está entre os profissionais que, literalmente, se diverte a trabalho. Colunista social do Jornal do Comércio, ele prova que para ser reconhecido nessa área o importante não é a personalidade extrovertida, mas, sim, bons relacionamentos. “Eu diria que o fundamental é o relacionamento interpessoal, saber quem é quem”.  E, em tom discreto, revela: “Embora eu seja um pouco retraído, adoro ir aos lugares e estabelecer um convívio social com as pessoas”. É tímido, mas como suas pautas estão relacionadas à vida em sociedade, Bins Ely acompanha, quase que integralmente, inaugurações, coquetéis e jantares. “Vou de dois a três eventos por noite”, diz. Não há como fugir, já que, além de tudo, também é responsável pela coluna de moda do Jornal do Comércio.        

A admiração pelo Jornalismo vem dos tempos de infância, com a influência do tio Paulo Caldas Milano, que na época era sócio da Companhia Jornalística Caldas Júnior. “Desde criança, convivi com o meio jornalístico.” Recorda saudoso dos churrascos em família, “quando o papel da mesa era a sobra de rolo dos jornais”. Formou-se como Relações Públicas, em 1985, “mas como eu sempre quis escrever, voltei à faculdade para fazer Jornalismo, e concluí o curso em 1987”, relata Bins Ely.  

Na adolescência, inspirado por Danuza Leão, sonhava em fazer o mesmo trabalho que ela realizava na época, como Relações Públicas da boate carioca Hipopótamo. Foi nesse mesmo período que Bins Ely integrou a diretoria jovem da Associação Leopoldina Juvenil, começando então a trilhar o caminho da coluna social. Hoje, aos 46 anos, brinca que “dadas as proporções, segui os passos dela”.

Nas pegadas da musa

Assim como Danuza Leão, Eduardo Bins Ely fez trabalhos de divulgação para diversas casas noturnas de Porto Alegre, é colunista social, acompanha a moda e adora viajar. Entre as boates nas quais atuou como divulgador, estão Água na Boca (nos anos 80), Encouraçado Butikin, Cord, Ibiza e Dado Beer. Desse período, Bins Ely guarda boas recordações: “Era um grande desafio, trabalho divertido, com pessoas maravilhosas”.

Os primeiros passos como assessor de comunicação aconteceram ainda na época de estudante, quando um amigo comum dos donos do Hotel Termas Xangri-lá pediu que fizesse uma divulgação para o local. Foi assim que surgiu a assessoria que existe até hoje, em parceria com o relações-públicas Jacinto Pila. “Gosto muito de trabalhar com o turismo e já tive vários clientes na área.” Para ficar ainda mais integrado com o setor, em 1986 Bins Ely fez um curso de marketing turístico, na Espanha. Atualmente, integra a Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e destaca que é uma área muito importante, pois, “além de atrair indústrias de fora, gera empregos e movimenta a economia”.

Com bons relacionamentos e sempre presente em eventos importantes da cidade, as portas do mundo social logo se abriram para o jornalista, que pôde assim concretizar os sonhos de infância e adolescência. Foi no início dos anos 90, quando Bins Ely entrou para o mundo dos impressos, que suas realizações profissionais começaram a ser trilhadas. Primeiro, escreveu crônicas para o jornal Moinhos de Vento e, em seguida, passou a colaborar com o Jornal da Noite, uma publicação mensal de Danilo Ucha. Os primeiros passos estavam dados, e Bins Ely começou a sonhar mais alto: “queria agora escrever para um jornal diário”. Conseguiu: desde 2001, é o responsável pela coluna de moda do JC, e em 2003, assumiu a coluna social do mesmo veículo.

Sem nenhum receio, assegura que, hoje em dia, sua prioridade é mesmo a coluna social do JC. Mas garante que a assessoria se mantém firme e que ele atua conforme a necessidade de seus clientes. “Exerço papel de assessor de imprensa, divulgando os acontecimentos, e também de relações-públicas, fazendo mailing e produzindo eventos.”

Nas areias do Guaíba

Sétimo filho de uma família composta por 13 irmãos, Bins Ely ri e fala que bastavam as refeições, horário em que todos se reuniam, “para estar organizada a festa”.  As viagens na kombi, veículo usado para transportar a família, também são lembradas. “Um carro normal não era suficiente para todos nós”, declara.

Saudade? “De tomar banho no Guaíba”. Durante o verão, o “pequeno” núcleo dos Bins Ely mudava-se para a casa de veraneio na Pedra Redonda. “Íamos em dezembro e só voltávamos em março. Era que nem Tramandaí, pra conseguir um lugar na areia tu tinha que batalhar.”

Dos 12 irmãos, apenas dois seguiram para a área da comunicação.  Osvaldo, que é publicitário e, atualmente, trabalha como designer gráfico nos Estados Unidos, e Cristina, também publicitária, que atua na organização de eventos. “Quando tem um evento que exige uma grande produção, eu chamo ela”, garante.

Quando quer esquecer da vida, é o cinema o seu principal refúgio urbano. “Pra mim, é um lazer maravilhoso, eu me desligo por duas horas”, confessa. É tão cinéfilo que já assistiu duas vezes ao recente filme “O Diabo veste Prada”, de David Frankel. A literatura também lhe fascina, e, como recordar é viver, está lendo “Quase Tudo”, de Danuza Leão. Quando o tempo permite refúgios mais afastados ou períodos mais longos, o destino é Gramado ou Punta Del Leste. Voltar à Europa também está entre seus planos: “Se Deus quiser, será num futuro próximo”, planeja.  O roteiro inicial da viagem serão as capitais da moda, Milão e Paris, e também Barcelona.       

A lealdade é destacada como um dos pontos mais fortes de sua personalidade. “Sou uma pessoa leal nas amizades e no trabalho. Quando entro para uma empresa, por exemplo, visto a camiseta pra valer.” E é justamente por vestir a camiseta que a atual meta profissional do jornalista é “qualificar, cada vez mais, as duas colunas do Jornal do Comércio”. Ele explica que a necessidade de qualificação está relacionada ao objetivo do veículo, “estar entre um dos melhores e mais lidos jornais de Porto Alegre”.

“Ser uma pessoa do bem” é a filosofia de vida do jornalista, que procura expressar publicamente tal atitude. “É através da coluna social, abrindo espaço para eventos beneficentes e associações voltadas para pessoas necessitadas, que procuro mostrar para as pessoas o meu apoio ao Terceiro Setor”. Por tudo, ao rever sua trajetória de vida e profissional, Bins Ely não tem dúvidas: “Cheguei ao sucesso, graças a Deus, devido a muito trabalho e bons  relacionamentos”.

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Autor

Redação Coletiva

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