Uma pessoa simples, expansiva, gentil e receptiva. Estas são apenas algumas das muitas características evidentes na publicitária Lia Noll, executiva de contas dos jornais do Grupo RBS. Prestes a completar 18 anos de empresa e com 36 de experiência, trabalha com vigor e entusiasmo, já que adora o contato com as pessoas. E não deixa de buscar, a todo momento, novos desafios.
Agitada e batalhadora, Lia tem uma máxima: “Tudo na vida tem os dois lados, um bom e um ruim. Aprendi que, sempre depois de algum fato ruim, em seguida vem algo bom que nos ajuda a superar o anterior. Acho que na vida temos que ter sempre novas perspectivas que nos movem e nos levam adiante”. Assim, aos 54 anos, ela ensina como sempre superou qualquer obstáculo e conquistou seu lugar ao sol.
Lia Terezinha Noll nasceu em 18 de março de 1954
Trilhando uma carreira
Queria mesmo continuar na área e, por isso, começou fazendo Jornalismo, mas logo trocou de curso. Estudou Publicidade e Propaganda na Unisinos. Um ano e meio depois, foi pra PS Propaganda, também
No ano seguinte, fez um curto estágio, na mesma área, na unidade do Rio de Janeiro da Sales Interamericana, grande agência de publicidade na época. Em 1980, foi convidada a trabalhar como Atendimento para veículos na Pereira de Souza e também veio morar na Capital. Na seqüência, até 1984, foi gerente Comercial da Rádio Itaí. Depois disso, em 1985, mudou-se, com a família, para Passo Fundo. Lá foi gerente Comercial do jornal O Nacional.
Retornou em 1987, tendo rápidas passagens por diferentes setores e empresas, entre os quais o Comercial do Correio do Povo; a Editora Abril, na área de Atendimento; as rádios União de Novo Hamburgo e Blumenau; a Rede Bloch de Comunicação (Revista Manchete); e a Rádio Caiçara, como gerente Comercial. Foi quando em
Lembranças antigas e recentes
“É uma empresa que eu adoro trabalhar e tenho grandes amigos. Eu visto a camiseta, porque acredito no meu trabalho e nos valores da empresa. Eu não consigo vender aquilo que eu não acredito”, comenta, acrescentando que não se imagina, hoje, trabalhando em outro lugar. “Quem vende, é dom. Tu tens que gostar muito”, define Lia.
“Eu sempre tive, muito forte, essa coisa da venda”, considera a profissional. Tanto que, quando criança, colocava, na frente de casa, uma banca para vender os gibis já lidos. Já na escola, sempre era a que mais vendia ingressos de cinema e rifas das promoções para arrecadação de dinheiro. “Então, é uma coisa que está no sangue. Eu gostava destes desafios como eu gosto até hoje”, completa, lembrando que o pai, a vida toda, trabalhou com vendas.
Lia é mãe de Paula, filha única do casamento com o publicitário Eduardo Pauletti. Ela tem 23 anos e, como não poderia ser diferente, a fruta não caiu longe do pé: fez Propaganda e Marketing na ESPM e trabalha no Kazuka. Divorciada há 20 anos, hoje Lia tem um namorado, Julio César Pontes, que atua no meio publicitário, com quem namora há 11 anos. “A gente tem uma relação muito legal, ele é muito companheiro e amigo”, revela.
Hobbies: viagens e decoração
“Uma das coisas que eu mais gosto de fazer é viajar…”, conta a publicitária. Daí, um grande sonho é conhecer as Ilhas Maldivas, “que devem desaparecer submersas”, além do Marrocos e da Austrália. Das viagens que fez, os lugares mais bonitos e interessantes que conheceu foram Praga, Paris, Istambul, a grega Mikonos e Roma, além da suíça Lugano, onde gostaria até de morar. Também aprecia decoração. Tanto que, se não trabalhasse na área da comunicação, acredita que seria esta a sua atividade. Seu apartamento, repleto de enfeites e cores, foi decorado por ela mesma. Muita coisa, em geral bolas e pratos, traz como lembrança dos lugares onde esteve. Este é um de seus hobbies.
Lia também adora ir à praia. No verão, vai praticamente todos os finais de semana. Por isso, outra paixão, além das viagens, é a nova casa, no Litoral, que deve ficar pronta para o verão de 2010. “Estou louca para começar a decoração”, conta. A publicitária gosta de reunir os familiares e amigos queridos, em geral profissionais do mercado, na casa de praia que tem em Xangrilá para um bom churrasco. Eles fazem uma espécie de confraria, sempre aos finais de semana, durante todo o ano. No verão, os encontros se intensificam. “São momentos que me deixam muito feliz!”
Aprecia um bom vinho tinto, um bom espumante e champagne. “Minha preferência é por comida italiana, que degusto com muito prazer quando visito minha irmã Ana Lúcia, que mora em Bolonha, na Itália.” Em música, além de MPB – Tom Jobim, Vinicius de Morais e Caetano Veloso –, também gosta da banda Jota Quest e adora música lounge e as seleções musicais de Claude Challe e David Visan. Gosta de ler best-sellers, livros que contem a história e tragam fotos dos lugares que conheceu ou irá conhecer, e revistas, em geral de decoração.
Viver com alegria
Lia acha que um dos seus defeitos é ser dispersa, por começar várias atividades ao mesmo tempo, e confessa ter preguiça para exercícios físicos – no máximo, faz Pilates duas vezes por semana. Mas, vaidosa, adora um bom perfume. “Não saio nunca sem um deles”, revela, até porque entende que a um bom vendedor – categoria na qual se enquadra, sem ter dúvida nenhuma –aquela velha frase “imagem é tudo” se aplica perfeitamente ao dia-a-dia. “Eu levanto cedo pra estar arrumada, me produzir”, diz. E sempre foi assim, garante.
Seu projeto, para o momento, é continuar trabalhando, viajar muito mais e, acima de tudo, ser feliz sempre. “Eu acho que estou na melhor fase da minha vida, em termos de conhecimento e vivência das coisas.” Por isto, deixa claro que não tem pressa em se aposentar. Mesmo realizada pessoal e profissionalmente, pretende continuar buscando novas alegrias.

