O ministro do Trabalho, Jacques Wagner, adiou a mesa-redonda marcada para hoje na Delegacia Regional do Trabalho, entre representantes da Gazeta Mercantil e Associação de Empregados, Prestadores de Serviços e Credores das Empresas do Grupo da Gazeta Mercantil. O encontro ficou para a próxima terça-feira, em seu gabinete, em Brasília. O empresário Nelson Tanure, que pretende arrendar a marca Gazeta Mercantil, conversou ontem por telefone com o presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, Fred Ghedini, e afirmou que os salários dos funcionários seriam pagos com a receita da área comercial do jornal. O projeto dependeria, no entanto, da assinatura de um acordo, com o ministro do Trabalho, que colocaria a comercialização da Gazeta sob a mesma operação que abriga as áreas comerciais do Jornal do Brasil e da revista Forbes, sob controle de Tanure.
Os jornalistas da Gazeta Mercantil passaram boa parte do dia de ontem parados, reunindo-se em assembléias e aguardando uma posição da empresa sobre o não-pagamento dos salários. O jornal não cumpriu o compromisso assumido na semana passada de efetuar os pagamentos das remunerações referentes aos meses de junho e julho. O presidente da GZM, Luiz Fernando Levy, não estava em São Paulo para falar com os funcionários e o diretor de redação, Luiz Recena, também não tinha uma posição definida da empresa para passar aos jornalistas.

