A juíza Federal Alda Basto, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, suspendeu a sentença da juíza Carla Rister, da 16ª Vara Cível de São Paulo, que dispensava a obrigatoriedade do curso superior de Jornalismo para o exercício da profissão. A juíza Alda Basto acredita que num futuro é possível que aqueles que não têm diploma universitário possam ser jornalistas, se a presente ação for confirmada nos recursos à segunda instância do Judiciário, mas esta não é a realidade atual. “Preocupam-nos como ficarão os milhares de jovens que lograrem obter a Carteira de Jornalistas, em virtude da sentença de primeiro grau e conseguirem emprego, pois, amanhã, podem tudo perder”. Os registros precários obtidos desde a liminar de Carla Rister, concedida há mais de um ano, perdem a validade. A Ação Civil Pública foi impetrada pelo procurador André de Carvalho Ramos. Essa é uma decisão em segunda instância. Ainda cabe recurso, que deverá ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal.
Para José Carlos Torves, presidente do Sindicato dos Jornalistas no Rio Grande do Sul, a suspensão da sentença da juíza Carla Rister é uma conquista das entidades sindicais vinculadas ao jornalismo, que engajaram-se na luta contra a decisão. “Essa é uma vitória das nossas entidades, como a Fenaj e sindicados filiados a ela, na luta permanente pela valorização da profissão”.

