Gramado – Cobertura especial do Festival de Publicidade
Em mais de vinte anos de carreira, Duda Mendonça, marketeiro da campanha que elegeu o presidente Lula, criou sua própria linguagem, “aprendendo com os seus erros e com os dos outros”. Seus conceitos estão bem formados: “O povo não quer ver os políticos se agredindo na televisão”, “Marketing político é um instrumento que aprimora e é útil, mas não é mágico”, É preciso descobrir o que as pessoas querem, mas ainda nem sabem que querem”, “Propaganda tem que ter emoção”, são alguns deles.
Sobre os comentários de seu afastamento das campanhas, declarou que o marketing político já não mexe tanto com ele: “sou movido a entusiasmo, por isso vou me voltar a novos desafios, principalmente na iniciativa privada”.
O mercado gaúcho terá a chance de conferir essa faceta de Duda, quando, em agosto, entrar no ar a campanha que ele está produzindo para a Brasil Telecom. “No ano passado eu elegi o 13, este ano vou eleger o 14”, avisou, acrescentando que “não existe um povo eleitor e um povo consumidor, o produto é diferente, mas o povo é o mesmo”.
Embora ele pessoalmente não pretenda trabalhar com política, sua agência vai realizar cinco campanhas para o PT nas eleições municipais do ano que vem. A direção do partido ainda não decidiu quais serão as capitais, mas certamente São Paulo está entre elas e, possivelmente, Porto Alegre seja incluída. “Eu não vou trabalhar em nenhuma, vou apenas supervisionar cada um dos núcleos”.
Neste momento, Duda Mendonça está apresentando um painel no auditório do 14º Festival Mundial de Publicidade de Gramado.

