O workshop “O papel da mídia no combate à violência”, inserido entre as atividades do XVI Fórum da Liberdade, reuniu ao meio-dia de hoje jornalistas dos principais veículos de comunicação gaúchos. Os profissionais debateram o tema durante pouco mais de uma hora, tempo suficiente para que fossem levantadas opiniões polêmicas. O diretor Operacional de Zero Hora, Cristiano Nygaard, alegou que a mídia não é responsável pelo aumento da criminalidade: “A essência da violência está na formação do ser, na educação, cultura, valores”. A jornalista e economista alemã Karen Horn acredita que o maior desafio para o jornalismo seja não desistir de fazer bons produtos em função do que “se acha que o público quer”. Como exemplo, Karen contou a reação dos telespectadores alemães, que por acreditarem que a cobertura da guerra no Iraque tinha muitas especulações e imagens apelativas, reduziram a audiência da TV nas últimas semanas.
Telmo Flor, do Correio do Povo, leu um depoimento em que citou o caso de alguns veículos brasileiros que, influenciados pela opinião pública, adotaram posturas editoriais anti-guerra. Já o vice-presidente da Rede Pampa, Paulo Sérgio Pinto, defendeu mudanças na legislação que permitam um jornalismo mais preventivo e investigativo, sem que os veículos corram o risco de serem constantemente processados. “Grande parte de nossa atuação está cerceada pelas leis”, afirma Paulo Sérgio, que se mostrou totalmente contrário a qualquer tipo de censura. Também participaram do painel os jornalistas Pedro Maciel, do Jornal do Comércio, e Liana Milanez, da TVE.

