Encontro realizado ontem à noite no auditório da Famecos/PUC reuniu dirigentes de entidades representativas da imprensa gaúcha para debater a obrigatoriedade do diploma universitário para o exercício da profissão. Criticando a posição de jornalistas que apóiam a decisão da juíza Carla Abrantkoski Rister, o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Rio Grande do Sul, José Carlos Torves, ressaltou a importância da campanha que está sendo feita pela Fenaj para mostrar o compromisso do jornalista com a profissão.
O presidente da Associação Riograndense de Imprensa, Ercy Pereira Torma, afirmou que o processo da liberação da obrigatoriedade do diploma de jornalismo só será revertido com um grande movimento e participação de profissionais de todo o país. “As universidades também são muito importantes no processo”, afirmou ele, acrescentando que, inevitavelmente, as outras áreas da comunicação – Publicidade e Relações Públicas – serão brevemente atingidas.
Celso Augusto Schroeder, secretário da Fundação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), defendeu que a profissão tem complexidade suficiente para que seja estudada e aprofundada em um curso superior. Ele considera o piso salarial da categoria indigno, dada a importância da profissão e de sua posição na sociedade. “Jornalistas qualificados são os responsáveis pelo crescimento de um jornal, mas as empresas expressam um não-reconhecimento da profissão por meio do salário”, lamentou.

