A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) lançou, recentemente, uma pesquisa que tem por intuito mapear o perfil e as condições de trabalho de jornalistas que trabalham em entidades sindicais de todo o país. O levantamento é elaborado pela diretoria executiva em conjunto com a Secretaria de Mobilização dos Jornalistas em Assessoria de Comunicação e ficará aberto para respostas até 31 de março. A pesquisa pode ser acessada e respondida por meio do link.
“É comum que jornalistas que trabalham em sindicatos, associações, federações, confederações e centrais sindicais sofram com jornadas exaustivas, contratos precários e falta de plano de carreira”, explica a diretora da Secretaria de Mobilização dos Jornalistas em Assessoria de Comunicação da Federação, Márcia Quintanilha. Para a diretora, mapear esse perfil é a única forma de exigir que as entidades sindicais pratiquem os mesmos direitos que defendem para a categoria.
Além da remuneração, benefícios, plano de carreira, condições de trabalho, a Fenaj também busca saber qual o recorte etário, de gênero e étnico-racial dessa parcela da categoria. A pesquisa também servirá para levantar informações sobre assédios e outros tipos de problemas relacionados ao ambiente laboral.
Proposta do levantamento
“Sabemos que muitos e muitas colegas que trabalham em entidades sindicais são “euquipes”, exercem múltiplas funções, raramente são remunerados por isso e ainda estão expostos a assédios de diversas naturezas, sexual, moral e até político”, afirma Renata Maffezoli, 1ª secretaria da entidade. Renata ainda comenta que por atuarem muitas vezes sozinhos, não têm com quem compartilhar esses assuntos e não sabem onde buscar apoio.
De acordo com a dirigente sindical, uma vez com um diagnóstico mais detalhado sobre a realidade dos jornalistas nessa área específica de atuação, a Federação poderá orientar os sindicatos a atuarem junto às entidades sindicais para buscar melhorar as condições de trabalho desta parcela da categoria. “Nosso intuito com essa pesquisa é aproximar a Fenaj das e dos jornalistas que trabalham em entidades sindicais e municiar os sindicatos de base, e a própria federação, para dialogar com sindicatos, centrais sindicais, federações, confederações no intuito de garantir respeito e dignidade à nossa categoria”, concluiu Márcia.

