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Temos um campeão! E aí?

O Grêmio conquistou o Gauchão no jogo de ida das finais. Não vejo formas de o Inter reagir no Beira-Rio e levar o título deste ano. Só resta saber a real importância disso para o resto da temporada, lembrando sempre que faturar o regional não tem sido sinônimo de sucesso. Muito pelo contrário. Quem perde costuma a se dar melhor em outras competições. O jogo de volta, portanto, não define apenas o campeão de 2026. Vai servir para demonstrar quem aprendeu com os erros dos anos anteriores.

A partida do domingo (1) na Arena foi perfeita para o tricolor. A estratégia de Luís Castro conseguiu anular o meio-campo do Inter e criar condições para uma transição rápida em contraataques, principalmente com Amuzu. Se mantiver a batida nos próximos jogos, poderemos dizer que o trabalho do português está evoluindo.

Os colorados perderam a taça em função de um erro coletivo no lance que determinou a expulsão de Bernabei, que é bom no ataque e muito abaixo na marcação, mas antes disso não soube sair das armadilhas do rival. Foi por água abaixo a tática de Paulo Pezzolano, tudo deu errado para o Inter. Na volta, é só o Grêmio esperar o fim do jogo para celebrar mais uma conquista do Gauchão.

Pelos discursos pós Gre-Nal, acho positivo que não se esqueceram do Brasileirão, o que para mim é o que realmente importa na temporada dos nossos principais clubes. Não há prioridade para o regional. Já é um avanço.

Em 2025 a corda esticada do Inter de Roger Machado para evitar o octacampeonato do rival e voltar a dar uma volta olímpica cobrou caro. O quase rebaixamento no nacional seria um castigo merecido por planejar mal o ano. Além disso, virou um tremendo erro de avaliação por parte da diretoria, da torcida, da imprensa: todos acharam que a equipe estava pronta para qualquer desafio. Não estava, deu no que deu.

Em 2006 e 2010 os colorados foram campeões da América, em 2006 do Mundo, sem conquistar o Gauchão. O mesmo que os gremistas fizeram em 2017. Então, por que valorizar o estadual? Bola para frente. Quem ganhar que comemore nos dias seguintes, sabendo que não está “grandão” para o que vem adiante. Quem perder que lamba as feridas e mantenha foco no Brasileirão. Acredito ser o melhor. Para todo mundo. Para que o nosso futebol possa voltar a ser gigante.

Autor

Rafael Cechin

Jornalista graduado e pós-graduado em gestão estratégica de negócios. Atua há mais de 25 anos no mercado de comunicação, com passagem por duas décadas pelo Grupo RBS, onde ocupou diversas funções na reportagem, produção e apresentação, se tornando gestor de processos e pessoas. Comandou o esporte de GZH, Rádio Gaúcha, ZH e Diário Gaúcho até 2020, quando passou a se dedicar à própria empresa de consultoria. Ocupou também, do início de 2022 ao final de 2023, o cargo de Diretor Executivo de Comunicação no Sport Club Internacional. Atualmente mantém a própria empresa, na qual desde 2021 é sócio da Coletiva,rádio, e é Gerente de jornalismo e esporte da Rádio Guaíba.
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