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Todos os anos, a arbitragem

O VAR surgiu para melhorar o futebol. Há muitas provas disso, a FIFA inclusive deu mais poderes para o árbitro de vídeo, que passará a partir da Copa deste ano a ajudar o juiz em mais decisões. No Gauchão parece que vivemos na contramão, há tempos. A final do campeonato de 2026, no domingo (8), mostrou que a maturidade está longe de ser alcançada, por todos os lados envolvidos. 

O despreparo se inicia na própria Federação, que não conseguiu manter na competição toda a ideia de ter “menor interferência possível” do VAR. Justamente o quanto mais avançava rumo às finais as trapalhadas se intensificaram. Nem entro aqui no mérito se houve ou não erro dos juízes. O problema é que a instabilidade aumentou, criando pressões desnecessárias e que, infelizmente, são rotineiras em nosso futebol. 

A crítica também deve ser dirigida aos árbitros. Daronco e Klein, que apitaram os dois Gre-Nais decisivos, são reconhecidos como ótimos em todo o país. No Gauchão parece que “diminuem”. Não assumem suas responsabilidades, não conseguem controlar o campo. E aí vem o lado dos clubes, onde dirigentes, técnicos e jogadores dificultam demais o trabalho da arbitragem, tumultuando as coisas dentro e fora das quatro linhas. 

Dentro dos gramados acabou o Gauchão, felizmente a temporada já se iniciou com o Brasileirão e nossos times precisam levar só o que aprenderam, ou deveriam ter aprendido, com o campeonato estadual. O Grêmio levantou a taça, comemorou com justiça, merecido título, o Inter lambeu as feridas e, como sempre acontece com o perdedor, reclamou da arbitragem, agora bola para a frente.  

Tem Brasileirão, Copa do Brasil, Sul-Americana. Não podemos perder tempo. O tricolor deve celebrar que o trabalho do Luís Castro parece mesmo estar embalando, com o sistema defensivo sólido a partir dos dois jovens zagueiros Gustavo Martins e Viery, reforçados com Noriega de volante, Pavon e Marlon nas laterais. Mais à frente, o goleador Carlos Vinícius está melhor marcado mas os pontas apareceram. Tá no caminho.  

O Inter é que precisa se reinventar. Comete o mesmo pecado em todas as temporadas, confiando demais no esquema que tem o Alan Patrick como centro. Deve trabalhar para ter outras opções o Paulo Pezzolano, além é claro de ajeitar a defesa, que é muito vazada. Que venham os desafios de verdade do ano. A gente fica na torcida.

Autor

Rafael Cechin

Jornalista graduado e pós-graduado em gestão estratégica de negócios. Atua há mais de 25 anos no mercado de comunicação, com passagem por duas décadas pelo Grupo RBS, onde ocupou diversas funções na reportagem, produção e apresentação, se tornando gestor de processos e pessoas. Comandou o esporte de GZH, Rádio Gaúcha, ZH e Diário Gaúcho até 2020, quando passou a se dedicar à própria empresa de consultoria. Ocupou também, do início de 2022 ao final de 2023, o cargo de Diretor Executivo de Comunicação no Sport Club Internacional. Atualmente mantém a própria empresa, na qual desde 2021 é sócio da Coletiva,rádio, e é Gerente de jornalismo e esporte da Rádio Guaíba.
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