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João Batista Filho revisita memórias da ditadura no ‘Ato de Repúdio Pelos 62 Anos da Ditadura Militar’

Iniciativa será realizada nesta quarta-feira, no Auditório Ana Terra da Câmara Municipal de Porto Alegre

Na oportunidade, o jornalista contará o que testemunhou em sua trajetória. - Crédito: Reprodução

O jornalista, militante do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e presidente de Honra da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), João Batista de Melo Filho, será palestrante da atividade intitulada ‘Ato de Repúdio Pelos 62 Anos da Ditadura Militar’, proposta pela Associação dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Rio Grande do Sul (AEPPP/RS). O evento será realizado nesta quarta-feira, 8, às 19h, no Auditório Ana Terra da Câmara Municipal de Porto Alegre (avenida Loureiro da Silva, 255, no Centro Histórico), através de intermediação do vereador Pedro Ruas (PSOL). 

Batista contará o que testemunhou em sua trajetória e como o regime implantado acabou com os direitos políticos e civis, impôs a censura, reprimiu com violência, perseguições, prisões, torturas e com a morte. Na época, o jornalista atuava como redator e apresentador de notícias da TV Piratini e redator da sucursal da Agência Nacional em Porto Alegre. Também trabalhou como radialista e comentarista esportivo.

De acordo com matéria publicada em ‘Notícias de Gabinete’ do site da Câmara Municipal de Porto Alegre, o presidente da AEPPP/RS, Sérgio Bittencourt, destaca que o momento se faz necessário, uma vez que a sociedade brasileira vive, atualmente, um período de polarização, com lideranças da direita criando versões equivocadas sobre o golpe que representou um retrocesso à democracia. Segundo ele, o convite para Batista Filho falar sobre o período se deve à sua atuação profissional como jornalista.

Iniciativa na Câmara Municipal

“Batista Filho sempre teve uma trajetória ética, é uma liderança inconteste no meio jornalístico, com intensa atuação frente à Associação Riograndense de Imprensa, entidade que sempre esteve ao lado dos profissionais de área e na defesa de temas que importam à sociedade em geral”, explicou o presidente da AEPPP/RS. A atividade ‘Ato de Repúdio Pelos 62 Anos da Ditadura Militar’ é promovida pela AEPPP/RS, com apoio da Fundação Caminhos da Soberania (FCS) e do Gabinete do vereador Pedro Ruas (PSOL), que todos os anos promove alguma atividade para marcar o Golpe e, também, para destacar o Movimento da Legalidade.

Na mesma matéria, o vereador Pedro Ruas enfatiza que o apoio de seu gabinete para promover o tema na Câmara representa a continuação do seu trabalho, que busca ser voltado para a garantia dos direitos humanos. Ele destaca que os preceitos de memória, verdade e justiça, defendidos na sua atuação à frente de movimentos em favor da justiça, justificam a importância de ter acolhido essa programação elaborada pelas entidades.

A programação para marcar o Golpe Civil-Militar se iniciou com a mostra promovida pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos, ‘1º de Abril 62 anos do golpe militar em charges’, que teve abertura em 1º de abril e se estende até o dia 15 deste mês no saguão Adel Carvalho, da Câmara Municipal de Porto Alegre. São 60 trabalhos de 22 chargistas, liderados pela Grafistas Associados do Rio Grande do Sul (Grafar) e pelo Jornal O Grifo e com curadoria do jornalista Celso Schröder.

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