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Cinco perguntas para Antonio Padeiro

Além de escritor, profissional traz no currículo a bagagem de experiências na televisão, na Publicidade e no Audiovisual

Antonio Padeiro é autor do romance ‘Papola – Quando um Tolo Encontra o Amor’. - Crédito: Arquivo pessoal

  1. Quem é você, de onde vem e o que faz?

Olá, meu nome é Antonio Padeiro. Venho do subúrbio, morei em várias vilas de Porto Alegre. Sou escritor e hoje trabalho como assessor de Comunicação parlamentar.

  1. Por que escolheu a Comunicação e o Audiovisual?

Como bom geminiano, a Comunicação sempre esteve presente na minha vida. Logo cedo percebi que tinha facilidade em me expressar. Acreditava ser um ‘artista’, mas não sabia que caminho tomar. Isso ficou mais forte quando, aos 17 anos, me tornei porteiro de um dos bares mais underground de Porto Alegre nos anos 90, o Garagem Hermética.

Nos anos seguintes, aventurei-me no mundo da arte. Na música, participei de muitos projetos como a Insólita Juke Box, com o Sergio Tavares e o Frank Jorge, fui vocalista das bandas Filhos de Jorge e Urro, e percussionista do grupo Da Guedes.

Participei da turma do Depósito de Teatro, mas foi nos corredores do velho casarão que conheci o pessoal do cinema e da televisão. Nessa época, comecei a trabalhar com Publicidade. Logo caí no Audiovisual como técnico em iluminação. Participei como ator de curtas e longas da Casa de Cinema e com a galera do curso de cinema da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Um ano depois, virei apresentador de televisão na Ulbra TV. Apresentei e dirigi muitos programas da casa, como o ‘Urbanos’, o ‘Mão na Massa’, a série ‘Poa RS’ e o mais popular, ‘Mistura Fina’, que, com o Luis Gustavo ‘Bivis’, embalava os eventos nas noites de sábado.

Trabalhei em outras emissoras de TV como diretor e roteirista Band, TV Pampa, TV Urbana e TVE. Me formei em Letras em 2016 e passei a escrever roteiros para documentários, mas meu sonho era me jogar de cabeça na literatura. Então, juntei toda a minha bagagem profissional na Comunicação e, desde então, venho criando meu estilo de escrita: uma escrita fluida e muito visual.

  1. No final de 2025 você estreou no romance com a obra ‘Papola – Quando um Tolo Encontra o Amor’. Como foi o processo de escrita do livro?

Minha primeira experiência na Literatura foi durante a pandemia, com o livro ‘Barros 386 – Crônicas de Garagem’, que, por algum motivo, foi considerado um livro cult pela galera.

O romance ‘Papola – Quando um Tolo Encontra o Amor’ nasceu de uma novela que escrevi em 2012 para o Facebook. Foi minha primeira experiência como autor e a primeira vez que coloquei minha cara a tapa — e foi horrível. As pessoas estavam acostumadas a me ver fazendo piada, folgando nos outros, e de repente eu estava escrevendo uma história de amor.

Quem não me conhecia da TV achou a novela maravilhosa, mas quem era fã do programa odiou. Foi a primeira vez que lidei com haters. Então, retirei a novela do ar e comecei a trabalhar o texto e o contexto, já que as normas mudaram muito de 2012 para 2025.

O processo foi extremamente divertido, assim como a construção das personagens. O fato de estar lidando com um assunto tão em evidência não pesou na hora de escrever. Aceitei o desafio de falar sobre amor. Contei com o apoio do psicólogo Vincent Goulart, que é um homem trans. Ele leu e me deu um norte para não tratar alguns personagens como caricaturas ou de forma pejorativa.

  1. Como escritor, roteirista e documentarista, há algum tema em específico que você tenha preferência por abordar em suas obras? Ou você prefere passar por tópicos diversos?

Sempre amei biografias. Gosto de conhecer as pessoas, saber suas histórias e perceber como toda história de vida é importante. Ruy Castro disse uma vez que todo mundo tem uma boa história, mas que nem todas devem ser publicadas. Acredito que seja esse o papel do escritor de ficção: selecionar tudo o que não pode ser publicado dessas histórias mundanas e transformar em um belo romance.

  1. Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?

Nos próximos cinco anos, quero terminar os livros que estão na minha gaveta de produção, tentar tirar do papel um filme que escrevi em 1997 e, quem sabe, criar a minha própria história de amor — aquela que não deve ser publicada.

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3 Comments

Guto teixeira

O grande protagonista da própria história, um grande personagem das histórias de muita gente .
Po eu sou fã desse cara !

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Paula

Que legal! Conheci o Padeiro nos anos 90 quando morei em Poa, exatamente essa figura que fazia piada de todo mundo como ele disse. Não sabia do lado escritor, da história de amor! Que bom que se deu a liberdade de faze-la!

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