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Festival da Fronteira anuncia programação completa e parceria com a ALRS

Com atividades gratuitas, evento ocorrerá entre a próxima terça-feira, 28, e 2 de maio, em Bagé e Sant’Ana do Livramento

​Imagem de 'Nuestra Tierra', de Lucrecia Martel. Crédito: Rei Pictures.

O Festival Internacional de Cinema da Fronteira anunciou a programação completa de sua 17ª edição, que ocorrerá da próxima terça-feira, 28, a 2 de maio, em Bagé e Sant’Ana do Livramento, com todas as atividades gratuitas. O evento reúne 30 filmes na mostra competitiva, incluindo 10 longas, e passa a contar, neste ano, com o ‘Prêmio São Sebastião/Assembleia Legislativa’, que distribuirá R$ 15 mil aos vencedores.

Além das exibições, o festival mantém atividades paralelas como o laboratório de projetos Sur Frontera WIP LAB, voltado a profissionais do Audiovisual, e uma programação que inclui ações formativas e apresentações musicais diárias. Ao todo, participam produções de 18 países, divididas entre longas, curtas e curtas de animação, com parte dos títulos inéditos. Ainda, seis obras gaúchas serão exibidas fora de competição.

A programação se distribui entre diferentes espaços das duas cidades, com sessões no Cine 7, no Centro Histórico Vila de Santa Thereza e no Instituto Municipal de Belas Artes (IMBA). A abertura oficial será precedida por um coquetel na segunda-feira, 27, na Casa de Cultura Pedro Wayne. A agenda completa pode ser conferida no site oficial.

Curadoria

A seleção deste ano foi construída a partir de mais de 3,2 mil inscrições vindas de 120 países, incluindo mais de 470 longas. A curadoria de longas é assinada por Fatimarlei Lunardelli, Jonas Chadarevian e Roger Lerina.

“Porta de entrada da excelência cinematográfica ibero-americana, o Festival volta com sua melhor programação até aqui”, atesta Zeca Brito, secretário municipal de Cultura de Bagé. De acordo com ele, a curadoria escolheu uma “seleção diversa e com especial atenção às grandes diretoras em atividade”.

O prefeito de Bagé, Luiz Fernando Mainardi, ressalta o impacto do festival. “A cada edição, nossa cidade recebe nomes importantes do Cinema e reafirma seu lugar como um polo de produção e valorização da cultura audiovisual”, diz. Segundo ele, o evento contribui para a economia local e para a projeção da região, além de fortalecer a identidade cultural.

Homenagens e parcerias

Como em edições anteriores, o festival presta homenagens a nomes da cultura local. Em 2026, serão reconhecidos Elvira Nascimento, Lúcio Yanel, Maria Luiza Benitez, Nei Lisboa, Paulo Ricardo de Moraes e Sapiran Brito (1947-2025). Parte dessas homenagens ocorrerá ao longo da programação, incluindo apresentações e sessões dedicadas.

A edição marca também a primeira parceria com a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) na premiação oficial. O ‘Prêmio São Sebastião/Assembleia Legislativa’ concederá um total de R$ 15 mil aos realizadores, sendo R$ 10 mil ao melhor longa e R$ 2,5 mil ao melhor curta e ao melhor curta de animação.

O festival é realizado pela Associação Pró Santa Thereza, pela Prefeitura de Bagé — por meio da Secretaria Municipal de Cultura — e pela ALRS, com produção da Maristela Ribeiro Produções. O evento tem apoio da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (Accirs), do Centro Universitário da Região da Campanha (Urcamp), do Instituto Estadual de Cinema (Iecine-RS), do Instituto Federal Sul Rio-grandense (IFSul) e da Universidade Federal do Pampa (Unipampa).

Veja a lista completa de filmes selecionados:

Competitiva Internacional de Longas-Metragens

‘Aqui Não Entra Luz’, de Karol Maia (Documentário, Brasil)  

‘Ángeles’, de Paula Markovitch (Ficção, México/Argentina) 

‘Cartas Para…’, de Vânia Lima (Documentário, Brasil) 

‘Cielo’ de Alberto Sciamma (Ficção, Bolívia)

‘Duas Vezes João Liberada’, de Paula Tomás Marques (Ficção, Portugal)

‘Futuro Futuro’, de Davi Pretto (Ficção, Brasil) 

‘Nada a Fazer’, de Leandra Leal (Documentário, Brasil) 

‘Nuestra Tierra’, de Lucrecia Martel (Documentário, Argentina) 

‘Un Futuro Brillante’, de Lucía Garibaldi (Ficção, Uruguai)

‘Quemadura China’, de Verónica Perrotta (Ficção, Uruguai)

Competitiva Internacional de Curtas-Metragens

‘A Biblioteca de Jorge Furtado’, de Glênio Póvoas e Luiz Alberto Cassol (Brasil) 

‘Cabeça, Ombro, Joelho e Pé’, de Van Van (Brasil) 

‘Coisas que Meu Pai me Deu’, de David Selva, Victor Oliver e Yifan Wen (Brasil/Costa Rica/Portugal)

‘Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto’, de Weyna Macedo, Lucas Parente, Adeciany Castro e Mariana Smith (Brasil)

‘Entrevista com Fantasmas’, de Lincoln Péricles (Brasil)

‘Filme Pin’, de María Rojas Arias e Andrés Jurado (Colômbia/Portugal) 

‘Nuestra Sombra’, de Agustina Sánchez Gavier (Argentina) 

‘Pasta Negra’, de Jorge Thielen Armand (Canadá/Colômbia/Itália/Venezuela)

‘Pedra-mar’, de Janaína Lacerda (Brasil) 

‘Te Extraño Perdularia’, de Manu Zilveti (Cuba)

Competitiva Internacional de Curtas de Animação

‘After Me, The Flood’, de Max Shoham (Canadá)  

‘A Menina e o Pote’, de Valentina Homem e Tati Bond (Brasil)

‘Apocalypsis’, de Nicolás Sanabria, Emmanuel Alcalá e Andrés Llanezas (Argentina)

‘Duwid Tuminikiz – Makunaima é Duwid?’, de Gustavo Caboco Wapixana, Brasil)

‘Marimbã está Acontecendo’, de Maryn Marynho (Brasil)

‘Sheep—Wolf’, de Polina Safina (Rússia)

‘Shelter’, de Chiara Vincenti Zakhia (Itália/Líbano) 

‘Socially approved positions of bodies in space’, de Lera Oleynikova (Rússia)

‘The entrance lies there’, de Haoyu Chen (China) 

‘Um corpo sem cavalo?’, de Lara Fuke (Bélgica/Brasil/Finlândia/Portugal)

Exibições especiais

‘Darcy Fagundes, Meu Famoso Pai Desconhecido’, de Luciane Fagundes

‘Mãos à Terra’, de Sergio Kalil

‘O Velho Nepo’, de Renatho Costa e J.N. Canabarro

‘Sapiran Brito e o Teatro em Bagé’, dirigido por Sapiran Brito

‘Tambor Sem Fronteiras’, de Adriana Gonçalves

‘Unipampa Memória Viva 20 Anos’, de Simôni Gervasio e Alessandro Bica

Sur Frontera WIP LAB: projetos selecionados

‘Brasil Pequeno’, de Genifer Gerhardt e Carla Cassapo (RS)

‘Cogum’, de Maurício Chades (GO)

‘Doce Lar’, de Ricardo Santos (SP)

‘Herdeiras da Terra’, de Denise Fait e Graciela Guarani (RJ)

‘Kunhangue’, de Dario Aldana e Werá Alexandre (SC)

‘Migraña Juvenil’, de Viole Marquis (Argentina)

‘Mudanzas’, de Bibiana Rojas Gómez (Colômbia)

‘O Lobisomem era meu Vizinho’, de Matheus Hein (RS)

‘Ritta Faromi – A Flecha sobre as Águas’, de Joana Antonaccio (RJ)

‘Todo Empieza Aqui’, de Magdalena Schinca Damián (Uruguai)

‘Viracambota’, de Gaston Canción (Argentina)

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