A NOVA RÉGUA MORAL DA HUMANIDADE
Alguém já escreveu que o genocídio que o estado religioso, racista e colonialista de Israel promove fundamentalmente em Gaza, mas agora também na Cisjordânia e no Líbano, divide a humanidade.
De um lado ficam os que condenam estes atos terroristas e outros, por ignorância ou por interesses materiais o defendem.
Essa semana o terrorismo sionista atingiu diretamente os brasileiros. Um bombardeio de Israel sobre o sul do Líbano matou uma mulher brasileira, sua filha e deixou outro filho ferido.
Até agora o governo do presidente Lula tem mantido uma posição em geral de silêncio diante desse acontecimento, se limitando a uma nota do Itamarati lamentando o ocorrido e oferecendo solidariedade à família dos mortos.
O mundo inteiro sabe que Israel só prática essas violências contra palestinos e árabes porque age sob a proteção e o apoio dos Estados Unidos.
Quando o presidente era Jair Bolsonaro, pouco poderia se esperar de uma posição de condenação à ação de israelenses, uma vez que até continência à bandeira dos Estados Unidos, que sempre estiveram por trás dos sionistas judeus, ele fez. Agora com Lula, era de se esperar uma posição mais altiva do governo, ainda que as juras de amizade dele a Trump indicassem o contrário.
Israel não pode continuar existindo como um estado exclusivamente judeu. Em seu lugar deve existir um estado laico e democrático, onde possam viver em paz judeus, muçulmanos e cristãos.
A criação do estado de Israel em 1948 foi um grave erro político e quem diz isso são três dos mais renomados professores judeus. O primeiro é Shlomo Sand , professor em Tel Aviv, com seu livro A Invenção do Povo Judeu em que derruba um dos mitos fundadores do Estado de Israel, o de que os judeus teriam sido expulsos da Palestina pelos romanos e que agora teriam direito de retorno à sua pátria. Shlomo prova que os judeus sempre formaram um povo nômade, que circulou pelo Oriente Médio, norte da África e parte da Ásia, fazendo o papel, primeiro de comerciantes e depois de agiotas. O segundo é Norman Finkelstein, filho de pais mortos em Auschwitz e hoje professor na universidade de Nova York. Em seu livro A Indústria do Holocausto, ele mostra que, inicialmente os militares que lutaram contra os ingleses na guerra pela criação de Israel, condenavam a passividade geral dos judeus nos campos de concentração nazistas e que o holocausto só passou a ser usado como arma de propaganda do estado de Israel após a chamada Guerra dos Seis Dias. Finalmente, o terceiro historiador é Ilan Pappé, professor no Reino Unido, que em seu livro A Limpeza Étnica na Palestina mostra que os judeus estão fazendo o mesmo com os palestinos que os nazistas fizeram com seus pais.
Se posicionar sobre o que ocorre na Palestina, Cisjordânia e Líbano, assumindo uma posição anti-sionista (que nada tem a ver com semitismo) é condição mínima para quem se diz de esquerda e humanista.
E mais do que nunca, nós brasileiros precisamos cobrar do governo Lula uma posição firme de denúncia do genocídio que Israel pratica contra os palestinos sob a tutela dos Estados Unidos.

